Câmara da Maia investe 1,2 milhões de euros na ETAR de Parada

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foto CMM
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A Câmara da Maia adjudicou a construção de decantador secundário e de um sistema mecânico de desidratação de lamas, na ETAR de Parada. A melhoria neste equipamento da Maia vai custar cerca de 1,2 milhões de euros.

As obras, que terão uma duração previsível de perto de um ano, irão permitir ampliar a capacidade de tratamento de águas residuais da estação e preparam a infraestrutura para poder, num futuro próximo, efetuar o designado tratamento terciário dos efluentes.
O tratamento terciário consiste na remoção dos nutrientes (fósforo e azoto que potenciam a eutrofização das águas) e a desinfeção bacteriológica da água que, depois de tratada na ETAR, será devolvida ao rio Leça, com qualidade suficiente para poder ser até usada na agricultura ou em regas de jardins.
O presidente da Câmara da Maia, Silva Tiago, salientou que “o tratamento terciário das águas residuais ainda é muito raro nos sistemas públicos de tratamento de esgotos de Portugal. Este é um passo também, nesse sentido.”
Desde 1992 que a ETAR de Parada, um projeto pioneiro na altura, apoia uma parte significativa da bacia hidrográfica do rio Leça, tratando os efluentes de cerca de 75% do concelho da Maia e de uma grande parte da freguesia de S. Mamede Infesta, do concelho de Matosinhos.

A ETAR de Parada (Maia) abrange um total de mais de 80.000 habitantes, tratando um caudal médio de 18.000 m3/dia.

Para além do tratamento das águas residuais propriamente ditas, a ETAR de Parada procede igualmente à reciclagem das lamas produzidas no processo de tratamento, sendo estas submetidas a um processo de transformação por microrganismos sem oxigénio (digestão anaeróbia) após o seu espessamento.
Depois desse processo, a lama é desidratada e enviada para a Estação de Compostagem de Lamas contígua à ETAR. Nesta instalação é produzido um corretivo orgânico denominado Agronat, que resulta da compostagem conjunta (co-compostagem) dos biosólidos-lamas com casca de pinheiro moída em condições controladas.
O composto resultante é 100% natural, higienizado, inodoro, com elevado conteúdo de substâncias húmicas, que pode ser armazenado e manipulado sem quaisquer problemas e que tem funções altamente benéficas para a formação e fertilidade dos solos.
Na ETAR de Parada procede-se igualmente ao aproveitamento do biogás produzido na estação para gerar eletricidade, tendo como um dos objetivos conseguir a auto-suficiência energética. O biogás acumulado é utilizado como combustível no queimador das caldeiras com água destinada a aquecer as lamas ou, alternativamente, alimenta dois grupos geradores que produzem energia elétrica.

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