Câmara já tem terreno para novo tanatório

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Mapa da localização do futuro complexo funerário da Maia

A Câmara da Maia decidiu afetar uma parcela de um terreno municipal, no lugar do Xisto, para a instalação de um Complexo Funerário, que deverá acolher equipamentos como crematório, tanatório, capela, cemitério, entre outros complementares e imprescindíveis ao funcionamento do complexo.

A decisão assenta na reflexão que a autarquia decidiu realizar para a instalação de um complexo funerário à escala municipal, que incluiu a análise de duas hipóteses sobre a melhor localização para este tipo de estrutura. Em cima da mesa, estiveram duas localizações possíveis: uma no novo núcleo urbano de Moreira/Milheirós e outra no Lugar do Xisto, Castelo da Maia.

Comparados os prós e os contras dos dois espaços, a opção mais adequada foi considerada esta última. É próxima do novo Cemitério de Vermoim, existem terrenos municipais, o espaço está infraestruturado, tem parques de estacionamento adjacentes, possui boas acessibilidades (a sete minutos do centro da cidade, a dois da Via Diagonal, e a cinco da A41), entre outras razões.

O novo complexo será direcionado para uma área disponível de 20 mil metros quadrados de terreno municipal, sendo que a autarquia decidiu desanexar uma parcela de 2900 metros quadrados, com o objetivo de ser alienada em hasta pública, com o fim de, no futuro, poder albergar um tanatório.

A referência da autarquia da Maia para um futuro tanatório é a estrutura que existe em Sendim, Matosinhos, que ocupa uma área inferior a 9000 metros quadrados (inclui edifício com 1515 m2).
Este equipamento possui três blocos interligados por uma galeria/nave principal e ainda um Jardim da Memória/Columbário.

Gestão privada

Após a aprovação do executivo, na última reunião de 18 de julho, foram iniciados os trâmites legais para a alienação do terreno. Um procedimento que entronca na intenção da autarquia de, futuramente, conceder a privados a construção e exploração do tanatório, projeto que envolve verbas avultadas e cuja dinamização não estará no âmbito da vocação de uma câmara, como referiu na ocasião o presidente Bragança Fernandes.

O edil considera, porém, a obra necessária num município que se insere numa área urbana moderna e em desenvolvimento como a Maia. E adiantou à vereação que o Complexo Funerário é um projeto a que a população está atenta, ao ponto de a comunidade judaica já ter feito sentir a vontade de instalar um cemitério da sua confissão num terreno anexo ao tanatório.