Câmara vai estudar o impacto da Troika nos serviços e empresas municipais

0
161
Teatro

O executivo da Câmara Municipal da Maia, na reunião pública mensal, recebeu uma informação elaborada pela directora do Departamento de Finanças a propósito do impacto do plano da Troika no endividamento das empresas municipais. O documento dá conta de algumas “preocupações”.
Uma delas refere-se à situação financeira do Tecmaia, projecto de base tecnológica e científica, no qual o município da Maia é o principal accionista. Bragança Fernandes recordou que continua em dívida o apoio financeiro que o Estado prometeu aquando da criação daquele parque de ciência e tecnologia. O parque ocupa os terrenos da extinta Texas Instruments.

O plano da Troika veio impor novas regras no que diz respeito à participação dos municípios em projectos de carácter empresarial, assim como no endividamento. E tendo isso em conta, Bragança Fernandes informou os vereadores socialistas de que já esteve reunido com o Secretário de Estado da Economia “para nos ajudarem a resolver o problema”. O edil referiu que a autarquia vai “tentar junto do Banco Europeu de Investimento um empréstimo a longo prazo, que não conte para o endividamento, para suprimir todas as dívidas”.

O autarca adiantou ainda que vai ser realizado um estudo que terá como objectivo analisar a actual situação dos serviços da autarquia e empresas municipais. O estudo irá decidir se é necessário “extinguir” ou “juntar” algumas das empresas municipais, assim como reduzir o número de departamentos e chefias da câmara municipal.

O executivo aprovou ainda a proposta do vereador da cultura, Mário Nuno Neves, referente ao 17º Festival Internacional de Teatro Cómico da Maia. É um dos mais importantes eventos culturais da Região Norte, que a autarquia maiata pretende dar continuidade, apesar de implicar um investimento ainda significativo. O vereador não esteve presente na reunião, por se encontrar de férias. No entanto, o presidente da câmara adiantou que, em relação ao orçamento do ano passado, há uma redução de “15 por cento”. A edição de 2010 teve um orçamento de 127 mil euros.
Foram também aprovados cinco autos de medição referentes ao projecto de construção do Centro Cívico da Junta de Freguesia de Águas Santas. Uma obra que tem uma comparticipação da Câmara da Maia na ordem dos 136 mil euros.

Realojamento de comunidades ciganas

A comunidade cigana que está acampada na Rua 4 da Urbanização do Lidador, em Vila Nova da Telha vai ser realojada num terreno cedido pela Câmara da Maia, junto ao Estádio Municipal de Pedras Rubras.
As habitações em pré-fabricado vão ser subsidiadas pelo Programa Especial de Realojamento, informou o presidente Bragança Fernandes, durante a reunião pública mensal da autarquia. O executivo aprovou a abertura de um concurso público para o fornecimento das habitações destinadas a realojar as cerca de 10 famílias de etnia cigana.

É uma obra com “carácter de urgência”, de forma a solucionar o problema daquela comunidade, que se arrasta há vários anos.

A comunidade cigana que ocupa há vários anos os terrenos junto à A4 também vai ser realojada, de forma a possibilitar as obras de alargamento da auto-estrada.
Será a Brisa a suportar os custos de realojamento. Estão em causa 12 famílias, que vão ser deslocadas para o lugar da Granja, em Águas Santas, num terreno que foi adquirido pela Brisa por 490 mil euros. As habitações pré-fabricadas vão ser construídas num terreno com cerca de 9200 m2, situado nas traseiras do lar de idosos dos Missionários do Sofrimento. Para além das casas, o projecto prevê ainda a construção de uma escola e de um polidesportivo, informou o presidente da câmara, Bragança Fernandes.

Fernanda Alves