Caniclube quer divulgar o agility

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Cerca de dez cães, e respectivos donos, participaram no sábado numa prova de agility no Caniclube, em Águas Santas. Trata-se de uma escola de treino canino, especialmente vocacionada para a obediência e o agility. Neste caso, o guia tem de fazer o seu cão ultrapassar um conjunto de obstáculos sem cometer faltas e no menor tempo possível. A funcionar na Rua da Alegria há dez anos, o Caniclube surgiu exactamente da necessidade de um espaço para treinar, sentida por um grupo de pessoas que já se dedicava ao agility. A equipa conta, actualmente, com cerca de 15.

Ora, agility, considerado o desporto canino com maior projecção nacional e internacional, “não é mais do que o reflexo de toda uma relação que tem que existir entre o dono e o seu respectivo cão”, sublinha o responsável pela organização da prova no Caniclube, Filipe Vilhena. Essa relação é depois visível na pista, ao nível da velocidade, destreza e obediência do cão. Para chegar a este patamar, e participar nas provas, não há um período definido de treino, mas nunca será inferior a um ano para a estreia nas provas. E cerca de dois a três anos se falarmos em “ter o cão no pico da forma” e atingir os resultados desejados.

A prova decorrida na tarde de sábado nas instalações do Caniclube conta para o campeonato G.A.P. – Grupo de Agiliteiros de Portugal, criado exactamente para desenvolver esta modalidade em Portugal. É também isso a que se propõe a escola de treino canino de Águas Santas, um dos grupos associados ao G.A.P., promovendo “mais competição, para as pessoas poderem evoluir”. E há alguns cães que “já são quase profissionais de agility”. As provas desenrolam-se nas categorias de iniciados (Grau I) e os mais evoluídos (Grau II). Em termos mais específicos, há as provas designadas de agility (quando os cães têm de ultrapassar obstáculos com uma zona de contacto definida) e os jumping, “normalmente uma pista mais rápida”, sublinha.

Ao Caniclube chegam, normalmente, pessoas que já têm um cão há algum tempo e já com problemas relacionados com a falta de obediência. Mas “o ideal”, explica Filipe Vilhena, “seria quando a pessoa tem o cachorro, dirigir-se à escola para evitar começar a ter os problemas”.

Marta Costa

1 COMENTÁRIO

  1. O G.A.P só tem que agradecer a disponibilidade, simpatia e apoio demonstrado por esse grande semanário do concelho da Maia, Porto, Portugal “Maia Primeira Mão”, que com este artigo nos ajudou a começar a alcançar um dos grandes objectivos que levaram à criação do G.A.P., ou seja dar a conhecer o Agility a todos, e consequentemente, tentar incrementar o número de praticantes de Agility!

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