Capoulas Santos desdramatiza comunicado do PSD Porto sobre suspensão do SIRCA

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O presidente da distrital do PSD Porto, Bragança Fernandes, é contra a suspensão do SIRCA (Sistema de Recolha de Cadáveres de Animais Mortos na Exploração), que o governo decidiu em julho passado.

A distrital laranja emitiu um comunicado em que alerta para o problema de saúde pública que a medida poderá causar, dado que os sistema permitia a recolha de amostras dos animais, no sentido de se proceder à despistagem atempada de inúmeras doenças. “Esta inexplicável decisão representa um retrocesso civilizacional, porque provoca dificuldades inadmissíveis à comunidade científica e representa um enorme perigo potencial para a saúde pública”, pode ler-se no documento.

Outra agravante da medida é as dificuldades que vem acrescentar às já depauperadas explorações pecuárias da região do distrito do Porto, que “se veem obrigadas a proceder a incinerações e enterramentos por conta própria de animais” aumentando “exponencialmente os custos de produção, que já são elevados”. Um agravamento de um mercado bastante competitivo, que, a breve prazo, poderá “provocar falências e desemprego” no distrito, defende Bragança Fernandes.

No dia 4, o ministro da Agricultura esteve na abertura da AgroSemana em Vila do Conde e explicou que o SIRCA foi instituido há vários anos para acabar com a doença das vacas loucas (BSE) e que, entretanto, se tornou obrigatório para a restante criação animal. Capoulas Santos contesta que esteja em causa a saúde pública e que “medidas tão restritivas com os animais que morrem podem já não fazer sentido nesta altura, uma vez que a BSE está erradicada”.

Capoulas Santos disse que a atividade do sistema só será retomada com um novo contrato com a atual empresa, porque esta exigiu uma verba que o governante considerou exagerada – “quase um milhão de euros” – para fazer o trabalho entre 26 de agosto e 8 de setembro. “Decidimos não pagar. Estamos num país onde muitas pessoas têm dificuldade de pagar os funerais dos seus próprios familiares”, sublinhou Capoulas Santos.

Todos os cadáveres dos animais têm de ser transportados para unidades em Vila Nova de Famalicão ou Coruche, numa operação que implica um gasto de 12 milhões de euros anuais de dinheiros públicos.

Além de Capoulas Santos, a AgroSemana também foi visitada pelo presidente do PSD, Passos Coelho, que se fez acompanhar pelo líder da Distrital, Bragança Fernandes, no contacto com as centenas de expositores de fatores de produção bem como produtores de leite e carne.

A Maia fez-se representar por instituições como a Cooperativa Agrícola local e a Ucanorte (União Agrícola do Norte), que se apresentaram em stands próprios.

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