Casa do Povo de Vermoim é inaugurada domingo

0
323

A partir de segunda-feira, a sede da Casa do Povo de Vermoim vai estar ao serviço da comunidade. A cerimónia oficial de inauguração está marcada para este domingo, às 11h00, com uma sessão solene. À tarde, o edifício já vai acolher um espectáculo variado. A partir das 15h30, para o auditório, estão previstas demonstrações de Kung Fu, uma exibição de danças de salão pelo Clube de Danças de Salão do Porto, momentos musicais, por elementos da Filarmonia de Vermoim, fados e guitarradas.

 

A nova sede social tem um auditório para 168 pessoas, salas para reuniões e salas para espectáculos. Inicialmente estava projectado um centro de dia, no entanto, conta o presidente da direcção, Joaquim Lessa, para já a ideia não será para desenvolver. Mais tarde, “quem sabe”. “Provavelmente ainda não irá começar a funcionar este ano”. “Poderá ser um local onde as pessoas possam conviver, passar um bocado de tempo, onde possam jogar umas cartas, sem grandes despesas”, explica. A ideia passará por arranjar alguns voluntários que prestem algum apoio e até façam o lanche para os idosos. “Vamos também ver o que vai aparecer”.

Programa preparado para a sua ocupação ainda não há. Joaquim Lessa diz que pretendem, por exemplo, dar condições à Filarmonia para poder trabalhar melhor e poder fazer mais espectáculos. “Queremos fazer concertos e não só com a Filarmonia, pensamos também convidar pessoas de outras áreas”. Vão tentar, na altura do Natal, que os infantários façam lá as suas festas. A ideia é, até ao fim do ano, tirar o máximo de rendimento do novo espaço. “Já tenho contactos com artistas para exposições. Vamos privilegiar o que for de Vermoim e o que for maiato”, conta. “Logicamente há coisas que não há cá e que temos que ir buscar fora”, conclui o dirigente.

Para já, ainda estão a fomentar sócios para a Casa do Povo de Vermoim, a fazer uns pedidos às empresas para conseguiram uns subsídios porque “não há outra forma de viver senão dos subsídios”. A cota, estipulada em Assembleia-geral, é de 2,5 euros por mês. “Não é muito alta mas vamos tentar fazer uns milagres”.

Nesta altura, têm cerca de 120 sócios, por isso, estão então a angariar novos associados e, no domingo, terão a secretaria aberta àquelas que pretendam fazer a sua inscrição, Basta apenas levar uma fotografia e tratam da ficha na hora. A meta é chegar aos 200 sócios, este ano. “Eu creio que vai ultrapassar. Nós ainda não viemos para a rua fazer campanha de angariação e estou convencido que vamos chegar aos 250 sócios, mas se chegarmos aos 200 já será muito bom”, refere Joaquim Lessa.

A génese

A Casa do Povo quando foi formada em 1943 e, na altura, servia exclusivamente para dar apoio aos chamados “moços de lavoura” porque não tinham Segurança Social. Foi criada não só em Vermoim mas em todo o país. Com o evoluir do tempo continuou a prestar essa assistência mas alargou-a a uma segurança social, neste caso, mais restrita para a população de Vermoim, Barca, Nogueira e Silva Escura. “Não abrangia o concelho todo”, recorda Joaquim Lessa. Antes da segurança social, salienta o agora secretário da Assembleia-geral, Justino Jesus, “era a Caixa de Previdência que servia para os lavradores que tinham os moços de lavoura, ou o criado”.

Depois do 25 de Abril as Casas do Povo deixaram de existir. “Entretanto foi evoluindo até que a Casa do Povo teve que acabar porque veio a Segurança Social e o Governo tirou tutela às Casas do Povo, que eram subsidiadas”. “Na altura, era eu presidente da junta de freguesia, pegamos na segurança social, passou-se para a junta de freguesia e a Casa do Povo passou a não ter nada porque já não tinha tutela, nem tinha nada e nós não tínhamos condições para ser segurança social”, refere Justino Jesus. “Os lavradores passaram a ter segurança social e as casas do povo deixaram de ter razão de ser. Passou então a ser mais voltada para o desporto e para outras actividades de índole cultural”, acrescenta o presidente da direcção.

De acordo com o actual presidente, a instituição continuou mais voltada para o desporto porque não tinha instalações sociais mas tinha um campo de futebol, onde se praticava desporto e onde se chegou a praticar futebol de sete, futebol de onze, voleibol, sendo que o futebol era o mais evidenciado.

Como existia esse terreno os directores da altura chegaram a fazer um protocolo, “que se alongou em determinado tempo” , com o prof José Vieira de Carvalho para a construção de uma sede social. Começou por se construir um prédio “demasiado” grande, depois, já com o presidente Bragança Fernandes pensaram num edifício de menor dimensão. Agora, “finalmente, temos lá um prédio muito bem construído, muito bem pensado” e que “nos vai dar um bocado de dor de cabeça”, referiu Joaquim Lessa em tom de brincadeira. Mas a verdade, ressalva, é que têm “umas instalações magníficas”

A partir de agora, pretendem mostrar à população que estão em Vermoim “para servir, para fazer e para animar culturalmente, mais um bocadinho” a freguesia”. Neste aspecto Joaquim Lessa faz uma ressalva para afirmar que a Junta de Freguesia local “tem também feito muitas actividades nesse sentido”. “Não entrando em concorrência, “de maneira nenhuma”, com a autarquia, querem apenas dar mais um contributo.

Isabel Fernandes Moreira