Casal acorda com árvore no pátio

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E se ao acordar de manhã desse com uma árvore de grandes proporções caída no seu pátio? Foi o que aconteceu a Francisco Machado e à esposa na manhã do passado dia 22. Depois de uma noite de chuva e vento mais forte, os moradores da rua Dr António dos Reis, em Milheirós, junto ao rio Leça, levantaram-se e deram com esta situação: “A minha esposa acordou de manhã e ao olhar pela janela até pensou que a nossa figueira tinha caído. Depois é que reparou que era um eucalipto que tombou da outra margem do rio e deitou o muro e a rede abaixo. Além disso, bloqueou-me a entrada da garagem e nem o carro podia tirar”.

Francisco Machado conta também que “a chegada da Protecção Civil foi rápida, cerca de meia hora depois de os alertarmos, e cortaram a parte do eucalipto que estava cá dentro”, mas afirma que esta já não é primeira situação do género: “Em Fevereiro do ano passado também caiu um eucalipto, mas como estava na margem de cá, tivemos sorte e caiu para o outro lado. Desta vez estava na margem de lá e entrou-nos pela casa dentro”, lamentou o morador.

O casal está também preocupado com a própria segurança: “Não nos disseram quando arranjavam o muro e tiravam o resto da árvore. Nós temos um neto e até é perigoso. Além disso, estamos mais vulneráveis a assaltos, até porque a árvore está deitada sobre o rio, qualquer um pode andar por cima dela e entrar”, explicou.

No entanto, as preocupações de Francisco Machado não se ficam por aqui: “Aquilo que está em causa é a limpeza das margens do rio. Já há algum tempo que reivindicamos isso. Ainda estamos no início do Inverno e já aconteceu uma coisa destas. Na altura que caiu o primeiro eucalipto disseram que iam limpar no Verão, mas até agora nada fizeram. A União Europeia deu à Câmara da Maia uma verba bastante elevada para a despoluição do rio Leça e eles têm que aplicá-la”, afirmou.

Helena Lopes, chefe do departamento de ambiente da Câmara Municipal da Maia, aponta “ o facto da árvore estar seca e sem raízes” como a causa para este incidente, e afirma não haver perigo para já: “As outras árvores à volta estão em vigor ao contrário da que caiu. No entanto, nós não conseguimos prever o imprevisível, mas penso que não há risco do incidente se voltar a repetir”.

A técnica camarária afirmou também que “durante estes dias será arranjado o muro da casa afectada e será retirada a parte da árvore que ainda está sobre o rio”, concluiu.

André Cordeiro