Centro Comunitário Vermoim/Sobreiro é a face amiga para muitos idosos sozinhos

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Mario Figueiredo_à esquerda_foto de arquivo
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O apoio do Centro Comunitário Vermoim/Sobreiro aos idosos na Maia tem sido regular, mesmo durante a pandemia.

Nos casos mais graves, em que a solidão impera realizam-se visitas, mas a voz amiga chega também pelo Facebook.

O CC de Vermoim/Sobreiro está localizado no bairro do Sobreiro, que neste momento “está a sofrer uma reabilitação urbana muito boa”, refere Mário Figueiredo, coordenador do CC, que sublinha que estas melhorias estão a “nivelar a autoestima das pessoas permitindo-as encarar a vida de outra forma”.

Mas uma situação bastante preocupante é a dos idosos. “Há pessoas que estão há um ano fechadas em casa”, afirma. As estratégias utilizadas pela equipa do CC para melhorar a vida destas pessoas “são a passagem em casa delas duas vezes por semana”.

A equipa auxilia com medicação, comida e até “alguns mimos, para que elas não se sintam tão sozinhas”. E ainda há espaço para “atividades físicas, de canto coral, de memória e de leitura”. Atividades que são também transmitidas através da página de Facebook da instituição, para que todos os utentes possam acompanhar.

Mário Figueiredo espera retomar as atividades presenciais o quanto antes, pois “a situação de solidão é bastante dramática”. “Algumas pessoas estão a ter problemas de foro cognitivo”, assegura, “e quem mais sofre, é a população sénior, tanto a nível físico como psicológico”.

Durante este ultimo ano, o CC tem acompanhado com regularidade 15 pessoas que estão completamente sós, levando-lhes alguma companhia e dinâmica sociocultural.

Atualmente, o CC não possui voluntários, pois, explica Mário Figueiredo, a equipa é “multidisciplinar e bem organizada”. Por ser um trabalho que envolve pessoas, o coordenador clarifica que para ser voluntário é necessário possuir “competência pessoal, formação e técnica”. “Muitas vezes, as pessoas não têm muita noção disso”, acrescenta.

“Temos um voluntário que também é utente, mas que neste momento, devido à pandemia, não está disponível, e que é campeão nacional de Boccia sénior”. De resto, foi este voluntário que implementou a atividade “interessantíssima e muito concorrida” no Centro Comunitário, da prática do Boccia e é graças a ele que o CC “está inscrito no campeonato nacional de Boccia sénior”.

Não são apenas as pessoas carenciadas e oriundas de ambientes tradicionalmente desestruturados ou sem formação que precisam de ajuda em tempos difíceis como os que vivemos. Aliás, Mário Figueiredo esclarece que temos que ter a noção que os problemas sentidos hoje por muitas famílias em resultado da crise pandémica “não acontecem só aos outros. É uma situação incontrolável e transversal a todas as classes sociais”.

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