Centro Cívico de Barca pretende ser espaço de convívio

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“É a jóia da coroa, um espaço que nos encanta e do qual a freguesia de Barca pode e deve orgulhar-se”. Foi assim que o presidente da Junta de Freguesia de Barca, Armindo Moutinho, definiu o Salão Nobre onde, no passado sábado, decorreu a cerimónia de inauguração do Centro Cívico local. A festa teve direito a fanfarra, guarda de honra dos Bombeiros Voluntários de Moreira da Maia e convidados, entre eles os ex-presidentes Rogério Rocha e Adérito Santos, porque o acto assim o exigia, justifica o autarca.

 

São então dois andares que dão continuidade ao edifício sede da junta de freguesia. No piso inferior surge a recepção, sala de convívio com bar de apoio, sala de reuniões, gabinete da juventude, gabinete médico e gabinete de enfermagem; no primeiro andar fica o salão nobre e um ponto de internet.

O centro cívico será um espaço de convívio onde as pessoas se poderão juntar para conversar, para se divertirem, jogando cartas, dominó, ou damas. Poderá também ser um espaço ocupacional onde se possa ensinar a fazer renda, contar fábulas, ou constituir grupos culturais como o teatro, a poesia ou o canto. Uma coisa é certa, garante, “aqui não vai funcionar nenhum lar de idosos, nem um depósito de familiares doentes”.

O nome que está na memória descritiva é o de Armindo Moutinho. No entanto, na sua intervenção o edil de Barca fez questão de recordar que se trata de uma obra transversal a quatro mandatos autárquicos. “O que está a acontecer é fruto de muita dedicação, muito esforço e muito amor por Barca, de muitas pessoas que por aqui passaram como autarcas”.

Foi então em Novembro de 1997 que arrancou a empreitada, concluindo-se agora “com muito empenho de muitas pessoas e ninguém pode, nem deve cair na tentação de reclamar dizendo que a obra é sua”, acrescentou Armindo Moutinho. Aliás, acrescenta o edil, só existe uma entidade que pode reclamar a sua posse que é “a freguesia de Barca”. “É pertença de todos nós até porque foi construído quase na totalidade por micro empresas da freguesia, o que lhe empresta um cunho de um certo sentimentalismo”. Por isso, refere Armindo Moutinho, “esta é verdadeiramente uma obra da freguesia de Barca”.

Carta educativa

O presidente da Junta de Freguesia compreende “o momento difícil” pelo qual estão as passar os municípios, no entanto, considera que uma empreitada desta natureza “não deve demorar tanto tempo a ser concluída”, sob pena de estar inadaptada à realidade, aquando da sua conclusão.

Armindo Moutinho aproveitou ainda para agradecer ao presidente da Câmara Municipal da Maia todos os contributos que tem dado à sua freguesia e para recordar algumas carências existentes na sua freguesia “e que precisam ser rapidamente resolvidas”, nomeadamente o cumprimento da Carta Educativa, a habitação social, a creche / jardim-de-infância, e um desportivo coberto que poderá ser contíguo à escola. “Importa, portanto, dialogar com os proprietários de Barca”.

De acordo com o presidente da Assembleia Municipal da Maia, Luciano Gomes, nada se faz sem as comunidades, sem as pessoas e, acrescenta, a comunidades fazem-se com mulheres e homens com qualidades de afirmação e de compromisso, “esteja quem estiver à frente da sua Junta de Freguesia”. Por isso, “considero que são importantes as comunidades no nosso concelho porque foram elas, com os autarcas que fizeram o concelho que temos hoje”.

Luciano Gomes referiu-se ainda aos seus longos anos de “voluntariado” pela Maia. E fê-lo porque a Câmara Municipal “teve sempre timoneiros que sempre perceberam que era preciso estar à frente”.

Por seu lado, o presidente da Câmara Municipal da Maia, Bragança Fernandes, aproveitou para recordar os centros cívicos que estão a ser desenvolvidos um pouco por todo o concelho. “Temos em curso a segunda fase de Águas Santas, o de Gemunde que vai ser inaugurado dia 9, vamos começar com o de S. Pedro de Avioso e vamos construir a nova urbanidade onde vai ser implementado o Centro Cívico de Gueifães”.

Para além de edifícios sede condignos Bragança Fernandes quer também que as juntas de freguesia prestem um servido de “grande qualidade” às populações.

Quanto ao de Barca, entende que o autarca, assim como os seus antecessores, merece “bem” a alegria e o orgulho de ver inaugurar esta obra, que “prova que o concelho da Maia está em constante desenvolvimento”.

E sinal de desenvolvimento nesta mesma freguesia, são as várias obras que estão em curso, entre as quais o arranjo urbanístico da Árvore de Camilo, o arranjo do Nó do Jumbo, a beneficiação de vários arruamentos, a colocação de um sintético no municipal do Castelo da Maia, enumerou. “São milhões de euros investidos nesta freguesia”, ressalvou Bragança Fernandes.

Isabel Fernandes Moreira