Centro escolar Maia Estação motiva queixas

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Executivo e agrupamento de escolas já desvalorizaram as chamadas de atenção

Novo ano lectivo, novos centros escolares. Gueifães/Vermoim e Maia Estação. O primeiro vai merecer a visita do Presidente da República, Cavaco Silva, o segundo não. Motivou queixas de uma encarregada de educação que alegava falhas nas condições do estabelecimento de ensino. “Problemas pontuais”, garante o presidente da Câmara Municipal da Maia, Bragança Fernandes, e “próprios de uma casa nova”, para o director do Agrupamento Vertical Gonçalo Mendes da Maia, Benjamim Sousa.

Em causa está o tamanho da cantina do novo centro escolar da Maia Estação onde, alegadamente, “os alunos comem por turnos e são pressionados a comer depressa para dar lugar ao seguinte”, revela Fátima Sousa, uma encarregada de educação, em e-mail enviado à imprensa. O problema de espaço no refeitório foi desvalorizado por Bragança Fernandes, ao dizer que “nenhuma cantina chega para 400 alunos. Em todas as escolas as refeições são por turnos, mas isto é normal, não podem alocar os alunos todos”.

Outro dos problemas apontados pela encarregada de educação diz respeito ao tamanho do recreio. “Ele pequeno é”, admite Benjamim Sousa. Já Bragança Fernandes desvaloriza novamente a questão e diz que “só alguns pais é que se queixam” e critica a falta de consenso nesta matéria, desta vez aludindo à escolha da superfície para as brincadeiras: “Se o piso do recreio é em cubo granítico é porque é em cubo granítico, se é em terra é porque é em terra… o recreio está licenciado pela Direcção Regional de Educação do Norte. Há pais que dizem que assim está bem porque os meninos não se sujam, outros que dizem que está mal porque podem cair e magoam-se. Estamos a ser presos por ter cão e por não ter cão”, remata Bragança Fernandes. Já Benjamim Sousa diz também que “o número de quedas neste recreio é igual a outros tantos”.

Em relação ao problema dos acessos, Bragança Fernandes adianta que tudo está a ser ultimado, pronto para garantir que a Maia “tenha uma escola muito bonita”. A questão da acessibilidade à Travessa da Estação está em vias de resolução e está previsto a operacionalidade de todos os lugares de estacionamento disponíveis. “São pequenos ‘bibelôs’ que surgem quando se acaba uma obra, é normal, em breve estará tudo feito”, garante o edil da Maia.

Pedro Póvoas

27 COMENTÁRIOS

  1. É um facto que o recreio é pequeno e o piso (em cubos de granito) não é o adequado podendo provocar lesões mesmo numa simples corrida! E se houver quedas, o que é natrural em brincadeiras de crianças, pode ser perigoso! Naturalmemte os pais estão apreensivos. A siutuaçao (piso) tem merecido a atenção da Direcçao da Escola e da Junta de Freguesia, Executivo e Deputados da Ass. Freguesiaque em recente visita à Escola apreciaram essa situaçao, e certamente procurarão com a Câmara Municipal viabilidade orçamental para se substituiur o piso do recreio. O actrual pode ser bonito do posto de vista arquitectónico mas não é o adequado! Também a solução para os acessos peca por tardia pois devia ser acautelada antes da abertura das aulas. Não foi port falta de chamadas de atençãoo pois desde a altura da aprovação do projecto que os venho reclamando! O Inverno aproxima-se e reclama solução urgente…Bem como a urgente transferência do deposito municipal existente cujo ruído (e há queixas de maus cheiros nas salas do pré-primário…) justificam uma mudança que parece já ter sido falada! DE resto a Escola merece trodo0 o nosso apoio e carinho e obra que enobrece a Freguesia da Maia. Se houver dinheirom para acabar condignamente o espaçoso polivalente ficaremos com Pavilhão de que nos poderemos orgulhar!

  2. Apesar de ter conhecimento da situaçao, ha um par de anos, o sr. eng. Bragança Fernandes, tambem deve achar normal que o Jardim de Infancia dos Moutidos nao tenha ventilaçao (nem uma janelinha) e o exterior seja em paralepipedo. Tudo isto com a estreita conivencia do director do Agrupamento Escolar de Aguas Santas.

    Tudo parece ser desvalorizado, excepto para propaganda politica em tudo e’ assegurado e prometido.

  3. … E ja agora, porque sera que o Gabinete da Educaçao da CMMaia se recusa a passar recibos dos pagamentos feitos por Multibanco correspondentes a mensalidades do Jardim de Infancia dos Moutidos?

    Tive de ir pessoalmente tentar resolver aquilo que por telefone estava fora de hipotese, pedir os recibos do ano lectivo 2009/2010 e a resposta insistente e prepotente foi a de nao passarem recibos e que os taloes Multibanco bastavam.

  4. Será que os problemas com a segurança não serão mais importantes que o recreio pequeno e o piso (em cubos de granito)?

    Será que a falta de material escolar não será mais importante que uma cantina pequena?

    Será que a falta de auxiliares e de educadoras não será mais importante que a falta de acessos?

    Será que o jornalista se limitou a ouvir um único encarregado de educação e nem se deslocou ao local para ver realmente o que esta em falta nesta escola?

    Um Pai

  5. Fantástica a forma como desvalorizamos o não nos interessa ver. Fantástico como um politico com responsabilidades desvaloriza o facto de o recreio ser pequeno para tantas crianças; desvaloriza o facto de já mais de 3 crianças terem RACHADO A CABEÇA NOS PARALELIPEDOS em duas semanas de aulas (“o número de quedas neste recreio é igual a outros tantos” pois… as consequencias é que são BEM PIORES), no facto de os Pais não conseguirem deixar as crianças à porta da escola porque a rua parece um estaleiro com disputas diárias entre os pais e a policia municipal. As crianças, como foi muito bem dito, estarem sujeitas a comer por turnos e cronometradas? È normal? O facto de a escola não ter material didático, nem para os alunos nem para os docentes que estão a tentar ensinar os nosso filhos com condições depluráveis.È normal? Há pais a oferecerem material e equipamento quando isso é responsabilidade das pessoas que acham que tudo é um mal menor.È normal?
    Diz o presidente que “…tenha uma escola muito bonita”; os pais querem uma escola adaptada funcional e não uma escola bonita. A escola não precisa de um prémio de arquitectura, precisa de equipamento e condiçoes. Só alguns Pais se quixam afirma o presidente? O que será necessário? Manifestação? Televisão?

  6. Caro João Telmo Dias:

    O jornalista “ouviu” uma encarregada de educação, a única que fez chegar à redacção o seu testemunho. O jornalista está receptivo a todas as críticas, opiniões e denúncias através do email que consta da ficha técnica do jornal. O jornalista já por três vezes se deslocou ao centro escolar Maia Estação. O jornalista não pode andar a escrutinar todos os cantinhos do novo centro escolar, dado o elevado fluxo noticioso (felizmente) do nosso jornal. O jornalista fez o que lhe competia ao ter conhecimento dos problemas – ouvir representantes de todas as partes: dos pais, da autarquia e do agrupamento de escolas. O jornalista presta-se a esclarecimento que os leitores entendam necessários/adicionais, seja por comentário, seja por correio electrónico.

    Cumprimentos,

    Pedro Póvoas

  7. É interessante e ao mesmo tempo repugnante a forma como se desvaloriza e minimiza um problema que envolve um espaço educativo, cujas condições físicas e humanas são fundamentais para uma prática lectiva de sucesso. É do conhecimento de todos que a abertura do Centro Escolar da Maia foi polémica, conturbada e indigna e, ao contrário do exposto, teve de imediato a reacção de não “poucos”, mas muito encarregados de educação, que se manifestaram com desagrado junto das entidades competentes, inclusive ao Presidente da República. Não são poucos, ao contrário do que se procurou enfatizar, mas muitos os problemas que se verificam naquele centro escolar e que passo a citar, arruamentos e passeios por concluir; obstáculos e dificuldades de circulação e de estacionamento, que impedem o trânsito rodoviário e pedestre de fluir com a normalidade desejada; armários insuficientes; paredes sem placards para afixação de trabalhos; inexistência de cabides; falta de material didáctico-pedagógico e de mobiliário, nomeadamente, nas salas do pré-escolar; um polidesportivo por concluir; funcionamento e acesso à cantina deficiente; espaço exterior de recreio exíguo e perigoso (piso irregular; bancos com arestas perigosas); impossibilidade de utilização simultânea pelo JI e EB1; existência de poluição sonora e do ar, pois uma chaminé das “Oficinas da Câmara” expele fumos com odor a borracha queimada que obriga o fecho das janelas e quando a serra eléctrica das “Oficinas da Câmara” está a funcionar o barulho impede o funcionamento normal das aulas; Serviço de Apoio à Família (SAF) desorganizado e precário; falta de segurança, pois não é exigida qualquer identificação à saída, pelo que qualquer pessoa pode ir buscar uma criança sem que lhe seja exigido prova de autorização de saída, de relação de parentesco, pondo em risco a segurança das crianças; das 7:30 às 8:30h e após as 18h não existe um porteiro que controle a entrada e saída de pessoas no espaço escolar, tornando o funcionamento do SAF inseguro. Estes, entre outros, foram os problemas apontados por um conjunto de pais, que ontem se reuniram com dois representantes da autarquia e dois do agrupamento, no sentido de obter respostas e agilizar a resolução dos problemas (curiosamente antes da inauguração do Centro Escolar de Gueifães/Vermoim, cuja semelhança ao Centro Escolar da Maia é pura ficção!). É de ressaltar que os representantes autárquicos presentes reconheceram (louvor lhes seja dado) os problemas apontados e referiram que estão a realizar esforços no sentido de os colmatar e solucionar. Contudo, alguns levarão alguns meses a serem resolvidos e não serão de resolução imediata como garantiu o edil da Maia, relativamente às acessibilidades. Ao contrário do Sr. Presidente da Câmara da Maia eu não pretendo uma escola bonita, mas uma escola funcional, que cumpra as regras de segurança e que seja um espaço educativo de excelência, que proporcione o desenvolvimento integral dos nossos educandos em todos os seus domínios.

  8. Compreendo a grande preocupação devido à falta de condições do recreio.É importante referir que estas condições em tempo de chuva são ainda piores. Hoje o meu marido foi buscar o meu filho que estava a fazer ginástica no pavilhão(que ainda não está pronto), existia uma grande nuvem de cimento no ar, escusado será dizer que as calças castanhas do meu filho tinham mudado de cor.

    -Onde ficam as crianças em tempo de chuva?
    -O que é que aconteceu ao coberto que supostamente deveria estar a proteger as crianças da chuva?
    -Onde está o pessoal auxiliar para prestar apoio nos recreios?
    -Qual é o método para chamar as crianças ao almoço? será que todos chegam a almoçar?
    -Como é possivel abrir salas da pré sem qualquer mobiliário e brinquedos na sala?

    Já consigo perceber porque é que o presidente da républica visitou a escola de Guifães e não a da estação. Compreendo que devemos ter calma, que é como mudar para uma casa nova.
    Acredito que a escola não estava preparada para um funcionamento em segurança e a visionar o bem estar de cada criança, algo que o ministério da educação tanto procura nos dias de hoje.

  9. Fui uma das mães presentes na reunião de Quinta-feira na Escola e saí de lá com a sensação que a autarquia está a fazer todos os esforços para a resolução da maioria dos problemas. Gostaria de salientar a recepção e a abertura com que fomos recebidos, tanto pelos elementos do Agrupamento como pelos da Autarquia. É uma escola nova, com as carências inerentes, mas cabe-nos a nós, pais, fazê-las chegar às entidades responsáveis e todos juntos contribuirmos para o bem estar das crianças daquela escola, que são a prioridade. Há muitas carências, muitos problemas, mas as nossas crianças andam felizes e orgulhosas por pertencerem àquela escola… Vamos todos (pais, professores, auxiliares, autarquia, Agrupamento,…) fazer um esforço para que tudo se resolva o mais brevemente possível!!!

  10. Concordo em absoluto com as preocupações apresentadas pelos Pais e Encarregados de Educação! Existem pais mais “diligentes” que já apresentaram, num documento escrito, aos responsáveis envolvidos (Câmara Municipal, Direcção do Agrupamento, Coordenação da Escola)o levantamento destes problemas. Para alguns deles, a promessa da conclusão/resolução ficou “com data marcada”. Penso que deveremos continuar atentos à evolução da situação, exigindo o cumprimento das promessas, e a resolução com a maior brevidade possível da situação “em geral”, em beneficío de toda a comunidade escolar, mas sobretudo, em benefício das crianças!
    Aguardemos…

  11. Excelentes comentários Sr. Presidente…….devia ter vergonha. O novo centro escolar Maia Estação devia ter sido concluido atempadamente(acessos incluidos).É sempre a mesma coisa…deixam tudo para a última hora…depois a pressa é inimiga da perfeição. Eu até cheguei a pensar que a intenção seria de mostrar aos alunos como se constrói uma escola e ao mesmo tempo dar hipotese aos pais de praticarem um desporto -rali…..genial. Quanto ao “pequeno” pormenor do piso do recreio ser em cubo granitico é sinal quem teve essa ideia pensou em tudo…era para que o número de quedas neste recreio fosse igual a outros tantos….fenomenal….e os pais ainda se queixam….ingratos. Deviam era estar caladinhos …afinal os seus rebentos têm uma escola nova…não está concluida…..mas é nova. Aliás nem sei porque é que o Presidente da república não inaugurou este centro….afinal só faltam uns pequenos pormenores (pequenos bibelôs)…………….CONCLUINDO: Venham lá as próximas eleiçoes,que de mim o ..Sr. Presidente da Câmara não leva voto.

  12. Sou um pai que estive no 1º dia na escola eu e mais os tantos a reclamar… porque será que o fizemos perdemos uma manha de trabalho… não fomos nem somos da ASSOCIAÇAO DE PAIS estes sim deviam ter estado ao nosso lado mas não o estiveram porque será? Eles também tem lá os filhos, mas sabem caros leitores não ficavam bem perante as ENTIDADES a ESCOLA e a AUTARQUIA. Eu compreendo que nem tudo pode estar como deveria, mas os problemas são muitos ouve e há ainda muito por fazer e também verefico que há pessoas interesadas em resolver ainda bém. Não gostei do comentario do Sr. Presidente, não o vejo como um Presidente desinteresado pelo problema da escola, mas ele talvez ainda não tenha entrado na realidade da própria escola.

    A SEGURANÇA posso realçar o seguinte no 1º dia já com a presença do Engenheiro o responsalvel da empresa construtora as portas dos quadros eléctricos estavam abertas ele próprio o Engenheiro ficou tão espantado e atrapalhado que acham disso! A vistoria houve antes da escola abrir ? Será que existe a LICENÇA DE UTILIZAÇÃO como o Sr.Presidente disse “o recreio está licenciado pela Direcção Regional de Educação do Norte” então não verificaram a escola sabem porque? Passado uma semana de abrir a escola também lá estive de novo eu e mais os que RECLAMARAM no 1º dia sabem para que… para nós verificarmos as anomalias por nós mencionadas que tinham sido corregidas pela CONSTRUTORA.. “mas nós ainda tivemos que pedir desculpa” porque? fizemos o papel dos FISCAIS de uma obra que nao está acabada.

    Neste momento só peço que não haja nenhum acidente grave na escola ai sim a COMUNICAÇAO SOCIAL não vai largar a MAIA.

  13. Gostava de saber Sr.Benjamim Sousa Director do Agrupamento da Maia como disse:

    “Já Benjamim Sousa diz também que “o número de quedas neste recreio é igual a outros tantos”

    Por acaso já se informou junto há Professora Felicidade relativamente ao numero de quedas das crianças parece que não sabe porque?

    Porque todos os dias há crianças que se magoaram a sério já soube que foram chamadas há escola mais que uma vez ambulancias para se deslocarem ao Hospital não estou a brincar pergunte á responsabel da escola a professora Felecidade.

    Meu Filho Prof. Benjamim foi contra ás Vigas de Ferro que vao suportar o coberto inacabado aquele que vai abrigar as crianças da chuva sabe onde fica não sabe acha que a ARQUITETA estava a pensar bem quando planeou que para um simples abrigo eram assim necesárias essas VIGAS tão largas será que ela tinha comissao em alguma empresa que forneceu o ferro.. não estou a brincar! Neste nosso PAIS PORTUGAL só vemos contrapartidas nos negocios… o exemple vem de cima (GOVERNO.

    Eu sei que vós ENTIDADES Autarcias, Junta, tem os vossos filhos e NETO na escola espero que não vos aconteça porque nos fere muito por dentro… DOÍ

  14. Eu também estive no primeiro dia na escola e passado uma semana, juntamente com os Pais “Fiscais”, como diz muito bem o Sr. Paulo. Tudo o que se disse até agora é a verdade com que nós Pais vivemos diariamente, numa verdeira angustia desde que deixamos os nossos filhos na escola da estação, até à hora de os ir buscar.
    Mas há uma coisa que se estão todos a esquecer … é a iluminação, estamos a 3 semanas de mudar a hora e por acaso alguém já viu um candeeiro no recreio. Pois a mim foi dito que está a ser tratado, só que deve ser depois de mudar a hora… è lamentavél
    Por favor Pais não se calem

  15. Eu penso que a Srª Arquitecta da CMM devia ser despedida por justa causa…

    Se foi a mesma que planeou o “aquário” que chamam de CAF na pré-escola da Maia Sede, e que agora colocou aquelas vigas enormes, não percebo quem a deixa ter estas epifanias.

    São escolas, devem ser funcionais e não devem querer ganhar prémios de arquitectura.

    O problema passa também pela “boa relação” da Associação de Pais com a Junta de Freguesia da Maia, que não quer criar muitos sobressaltos, pois “dá jeito” ter certas amizades…

    Para quando uma Associação de Pais despolitizada?

  16. Relativamente a este tema e ao fazer a leitura de todos estes comentários, não deixo de sentir muita revolta pelo facto de que alguns reclamam de barriga tão cheia que não imaginam o que se passa no mesmo concelho. Sou presidente da associação de pais de uma escola que tem 18 alunos (JI+EB1), ou seja, todos os pais têm que fazer parte dos órgãos sociais da associação ou esta não reúne condições para se constituir por falta de elementos. Nem sempre de acordo, mas a todos é comum a vontade de tentar melhorar ao máximo as condições da escola onde os nossos filhos passam parte considerável dos seus dias, onde formam o conjunto dos seus saberes mais básicos. Não é em Trás-os-Montes, que me perdoem os transmontanos, portugueses do melhor, por esta expressão. A JI/EB1 de Vilar de Luz, a escola a que me refiro, faz parte do parque escolar da freguesia de Folgosa-Maia. São três as escolas da freguesia: JI/EB1 do Centro, JI/EB1 de Santa Cristina e JI/EB1 de Vilar de Luz. No total cerca de 230 alunos. Excluída e descriminada, a nossa freguesia, tem continuadamente ficado de fora… “DE FORA”… de qualquer projecto de remodelação do parque escolar da Maia. A EB 1 do Centro fez 100 anos, está lotada e o edifício escolar é apoiado por contentores/salas de aula. A EB1 de Santa Cristina recebeu uma intervenção digna de relevo: a construção de um pavilhão desportivo e a remodelação do piso dos recreios. Aliás, a única intervenção de relevo, na freguesia, desde que o Sr. Eng. Bragança Fernandes tomou posse como Presidente da Câmara Municipal da Maia, desde o seu primeiro mandato. Se conseguiram chegar até esta parte do texto vão perceber agora o resto. O piso do recreio da escola que a minha filha frequenta (EB1 Vilar de Luz) já não é asfalto é “asfalto arenoso” (por degradação); à saída da porta do JI há um buraco, felizmente cabe lá um vaso, para que as crianças não fracturem lá os pés (apesar de parecer estranho um vaso enfiado no chão, no meio do recreio); as janelas, que são de madeira, não vedam a chuva mais intensa e por isso, quando entra água, deslocam-se os alunos mais para o meio da sala; a principal porta de acesso ao edifício tem um vidro partido ao meio e colado com fita-cola (espero que ninguém se magoe); o recreio tem um pequeno campo de futebol e é o suficiente para os dias de verão, espaço coberto para dias chuva: não tem, ou melhor, tem um hall com cerca de 10m2. Só teve refeitório há dois anos atrás, até então as crianças iam almoçar a casa. O mobiliário é do mais antigo, com a excepção do refeitório que é excelente. Querem mais?… Não temos espaço para CAFF! Desculpem, não temos CAFF. Temos 5 alunos inscritos; não é suficiente, talvez? Mas, outra escola da mesma freguesia iniciou o seu CAF com 2 alunos, sendo que agora já são seis. Qual o critério? Mais, ninguém comunicou aos pais que no primeiro dia de aulas não havia CAF, os mesmos tiveram que arranjar solução em 48h. Ora…Desculpem lá, mas eu também quero um “aquário”, significava que tinha um CAF. Como nós desejamos uma nova escola para Folgosa! Um espaço dotado de todas as valências, com asfalto, com pedrinha, com seis vigas ou com duas: casa nova para encher! Por favor, Sra. Arquitecta da Câmara Municipal da Maia venha fazer “asneiras” para a minha freguesia (Se é que são asneiras? Não sou especialista.), com certeza que com as suas “asneiras” a minha filha pode bem, porque o que vai prejudicar verdadeiramente a minha filha e os outros alunos é que, quando esta escola for encerrada (para o ano?) e os alunos forem deslocados para uma das outras duas escolas, se calhar vão passar a ter aulas num contentor e continuar nas mesmas más condições porque as escolas em referência também tem muitas lacunas (o quadro é o mesmo, só que com mais alunos), portanto melhor não ficam. Mas não se intimidem com as desgraças dos outros, nem venho criticar ninguém por querer o melhor para os seus filhos. Foi, apenas, o meu grito de revolta!
    Mãe da Ana Afonso de 4 anos

  17. ..”não deixo de sentir muita revolta pelo facto de que alguns reclamam de barriga tão cheia que não imaginam o que se passa no mesmo concelho”…

    Exma. Sra. Carla Dias,

    Realmente tem toda a razão….andamos todos de barriga tão cheia…é isso mesmo…afinal temos de olhar para os que estão piores que nós …coitadinhos……de repente comecei a pensar que somos uns ingratos…afinal reclamamos da escola nova e há escolas miseráveis neste concelho….até vou sugerir que nem acabem as obras …abram uns buracos ( mais ou menos do tamanho de um vaso)no chão do recreio…partam alguns vidros,etc….resumindo…tentar que o novo centro escolar Maia Estação fique mais ou menos idêntico à JI/EB1 de Vilar de Luz ….isso é que seria justo.
    Até já estou a pensar que afinal posso votar no Sr. Eng. Bragança Fernandes nas próximas eleições……..ele tinha toda a razão quando disse – “São pequenos ‘bibelôs’ que surgem quando se acaba uma obra, é normal, em breve estará tudo feito”…..reparem..em breve estará tudo feito…pois mas..agora deviam dizer-lhe para não fazer mais nada…para as desigualdades não se acentuarem mais…
    Realmente… a escola JI/EB1 de Vilar de Luz é um bom exemplo a seguir…..com pais exemplares,que não falam de barriga cheia…..até me vêem as lágrimas ……ainda bem que esta mãe me abriu os olhos………oh god make me good….

  18. Dª Carla Dias, percebo a sua revolta e tem todo o direito de gritar. Eu gritava mais alto, mas também tenho a certeza que se visse uma escola bonita com uma ambulância à porta quase que diariamente para levar um filho, que um dia pode ser o nosso, de certeza que ia chamar
    “nomes” aos senhores da Autarquia

  19. Sra. Carla Dias

    Como mãe compreendo perfeitamente as suas preocupações! Não é justo, é verdade!
    A questão é que estamos num País livre e democrático, não reclamamos nada a que os nossos filhos não tenham direito! Como disse, todos os pais (no total 18) têm vontade em melhorar a deplorável situação mas, permitam-me o conselho, “as vontades” não resolvem os problemas! Veja-se o exemplo da CM Maia em relação ao Centro Escolar Maia-Estação (vontade não falta às Entidades competentes!.
    Tanto quanto referiu o parque escolar em questão tem 230 alunos.Organizem-se! É preciso AGIR, sermos pais e encarregados de Educação ATENTOS E ACTUANTES. Já pensou dirigir-se directamente ao Responsável Máximo desta República? Muitos Pais do Centro Escolar da Maia-Estação fizeram-no! Insista, volte a insistir!
    Lamento, mas eu, pessoalmente, não me vou deixar de agir por “solidariedade” para convosco! Só mesmo quando “tiver a barriga cheia!”
    Boa Sorte!

  20. Não consegui deixar de comentar o que acabei de ler (eu bem tentei, mas esta minha bocarra não consegue estar calada…) as afirmações da D.ª Carla são bárbaras! Subscrevo completamente o que foi citado pelos “3 vizinhos de cima”! Um conselho para os encarregados de educação de todas as escolas de Vilar de Luz deste país: mais ACÇÃO!!!! O laxismo e a permissividade não levam a lado nenhum. Basta de comodismo! Vejam o que isso está a provocar ao nosso país…… Passo a expressão, mas “quem não chora não mama”! Com acuidade e diplomacia tudo se resolve…. O que vos falta é uma atitude mais concertada. Felizmente vivemos num país em que a ditadura viu o seu fim há 36 anos…e de acordo com a Constituição da República Portuguesa temos direito a liberdade de expressão e a fazer cumprir os nossos direitos…. Façam-se valer do art.º 6.º da Lei n.º 39/2010, sejam mais interventivos e activos! Unam-se, porque a união faz a força…foi o que um conjunto de pais mais diligentes (que as circunstâncias juntou) fez….movidos e animados por um único objectivo – lutar pela dignificação, funcionalidade, criação de condições de segurança, para uma prática educativa de sucesso, para que os nossos educandos beneficiem de uma escola e de um ensino de excelência, como apregoado pelo Exm.º Sr. Presidente da República aquando da inauguração do Centro Escolar Gueifães/Vermoim! Se lá é possível…há que lutar para que todos sejam filhos…e não enteados…

  21. Bom dia!
    Não gosto muito de afirmações políticas, votos não deviam ser para aqui chamados. Nunca votei no Sr. Eng, Bragança Fernandes, nem votarei,mas isso não não interessa. Falei de três escolas diferentes. Três escolas diferentes com três associações de pais distintas para quem não percebeu, gostaria obviamente que alguém se sensibiliza-se com o nosso problema. Gritar! Desculpem, mas já estou rouca, estou nesta associação há dois anos, grito desde há dois anos para cá,no jornal, na assembleia de freguesia, na Câmara (quando saiu a lista de escolas com projecto para aprovação para o Qren), no agrupamento, na junta, na DREN… Mais… Ora não fosse este comentário dos problemas deste Centro Escolar,ninguém sequer falava em Vilar de Luz, ou se calhar ninguém sabia da sua existência. Caros amigos apesar de pequena é o ideal de escola: são raros os acidentes,o espaço de recreio é mais do que suficiente, , muito pacifica, com funcionários suficientes,almoços excelentes, reparem para o número de alunos,é obvio. Contundo as instalações deixam a desejar por não sofrerem intervenções à muito tempo e porque os que têm poder interventivo se esqueceram desta escola. Se esta fechar os nossos alunos vão para escolas piores, antigas e com os mesmos problemas, só que com mais alunos (o que torna a sua situação futura pior). Reclamo que 18 tenham os mesmo direitos de 500! E reclamo com direito a isso. O meu objectivo foi cumprido, todos comentaram o que transmiti, uns de acordo outros não, não me interessa. A forma como o fiz é que incomodou alguns.Uns falam-me em organização, os comentários que li não me parecem muito organizados. Eu não sou bárbara, sou Carla, “bárbara” é insultar a arquitecta de Câmara, é insultar outros pais, rica forma de luta; Falam-me em Conselho de Escolas e em atitude concertada entre os pais,alguns comentários anteriores não me pareceram muito concertados, aliás nada concertados, vá lá organizem-se!. Carregaram baterias uns contra os outros: pais contra pais.Não me parecem muito interventivos. Desculpem lá a sinceridade, e a prova é que a seguir a esta minha resposta, vão carregar baterias contra mim, porque nos incomodei e vão-se esquecer do móbil principal: os problemas da Escola Maia Estação, por resolver. “Oh god make him good!” Que expressão é esta? Só ouviram falar agora nos problemas das escolas de Folgosa-Maia,mas isso não quer dizer que não tenham sido mais do que denunciados, falados e divulgados, vocês estavam era a olhar demasiado para o vosso umbigo, admitam se não fosse a minha provocação nem comentavam.
    Acho justas muitas das reclamações que ouvi, aliás justíssimas, não se calem, pelo vossos filhos! Mas a forma como se dizem algumas coisas incomoda, não é?…
    Mãe da Ana Afonso

  22. Exma sra. Carla,

    Para lhe dar razão..já estou a carregar baterias contra si….e antes de mais devia tratar essa rouquidão…ou então ir gritar para outro lado…pois enganou-se…..Aqui só deviam comentar os pais dos alunos do Centro escolar Maia Estação…
    Quem “entrou” neste espaço de debate a criticar alguns pais foi a sra.
    ……quer tratar dos problemas das escolas da sua freguesia?..enganou-se.. não é nesta “página”…veio meter a foice na seara alheia.
    Por outro lado se o Centro Escolar vilar de Luz tem boas coisas..(“..Caros amigos apesar de pequena é o ideal de escola: são raros os acidentes,o espaço de recreio é mais do que suficiente, , muito pacifica, com funcionários suficientes,almoços excelentes..”)…a sra padece do mesmo “problema” que nós, ou seja, fala de barriga cheia….
    pois no Centro Escolar maia Estação não são raros os acidentes, o espaço de recreio não é suficiente,etc..etc……
    …..ainda bem que já tem o seu objectivo cumprido…..queria aparecer nos comentários e queria que soubessemos que existe Vilar de Luz e que também têm lá problemas com as escolas…pronto…agora que já está satisfeita….pode ir descansada….pronto…não grite mais…
    ……ah..e admito…estava a olhar para o meu umbigo….também admito que se não fosse a sua provocação nem tinha comentado….admito tudo…quer que admita mais alguma coisa?….não?…pronto….
    …Desculpem-me por não ser muito concertado..nem organizado…já apontei outra vez as baterias para esta encarregada de educação…..e até já me esqueci do móbil principal…….vou tentar lembrar-me…

    Pai de ….de…já me esqueci…

  23. desculpem-me outra vez,
    …Queria só dizer que já me lembrei do móbil principal e que também sou pai de um filho…

    Boa tarde

  24. Prezados Pais…
    É tão bom falar de “barriga cheia”. Corroboro inteiramente as palavras da Sra. D. Carla. Vê-se que é uma mãe que não vem para este palco fazer demagogia e muito menos politiquice. É directa, luta contra as desigualdades que sente por estar numa escola periférica do concelho, onde os investimentos não chegam, e dá a cara por uma longa e inglória luta.
    O novo Centro Escolar da Maia padece, é certo, de muitas infermidades e, como tal, terão de ser tratadas. Mas não é disso que falo…
    Falo sim, de uns quantos pais ressabiados seja lá com o que for que utilizam este meio para darem azo a esse sentimento.
    A Sra. D. Carla, como presidente da sua associação de pais, põe a mão na ferida, e isso parece inquietar os arautos de uma verdade “trabalhada” ou “encomendada”.
    Sejam claros! Querem atingir a CMM e aproveitam-se dos vossos filhos como arma de arremesso. É disso que se trata!
    Ah!!!… esqueci-me que no tempo em também andaram na escola tinham estas comodidades todas. Tinham parques nos recreios, tinham aquecimento nas instalações, e até o equipamento sanitário possuia a higiene de hoje.
    Provavelmente hoje padecem de tantas maleitas, fruto desses idos tempos, que querem fechar os vossos filhos em redomas higienizadas e herméticas… coitadas das crianças com pais assim.
    Mas querem protestar?
    Protestem! têm esse direito e esse dever, mas façam-no de uma forma consciente e sem políticas.
    Unam-se! A vossa união fará com que tenham força interventiva junto dos centros de decisão.
    Mas para isso precisam de uma comissão ou associação que vos represente, sem palavras inflamadas e sem olharem unicamente para o vosso umbigo.
    Também sou pai e, tal como vocês, sei que as condições na escola de origem (Maia-sede) não são muito melhores que nesta, bem pelo contrário, mas antes de virmos para aqui “politicar” temos de conhecer o que de mal ou errado está e, em conjunto com quem de direito, fazer com tudo melhore e funcione dentro da normalidade desejável.
    Talvez, vós pais, devesseis voltar á escola (á vossa antiga escola) para vos avivar a memória… Apenas para serem mais comedidos nas palavras, porque pelos filhos devemos lutar.
    Afinal somos pais!

  25. Concordo com o Sr. Rui Costa, com excepção do que refere sobre as condições da Maia Sede. Já tem muitos anos? Tem. No entanto se tão má fosse, mesmo em instalações não se formavam listas de espera para este espaço escolar, por algum motivo acontece. Mesmo estes pais que agora tanto reclamam, em algumas coisas com razão, noutras apenas por puro … (cada um preencha com o que achar mais adequado), por lá andaram, como eu,e nunca os ouvi queixar de coisas que por lá se passavam da mesma forma, porque será? E pergunto mais uma vez, como é possível, a fazer fé num relato aqui deixado, deixar um filho numa escola que, pelos vistos, tanta vez já lá levou a ambulância, gostaria de saber em concreto quantas vezes? Defenda-se o nosso bem mais precioso… Falar muitas é fácil… Por último seria bom que todos os pais se recordassem do seu tempo de escola, não querendo comparar os tempos, mas muitos são o que são porque a escola lhes/nos fez bem, andavamos alegres, felizes, livres, e hoje podemos servir de exemplo aos nossos filhos, adultos de amanhã, e acreditem que me preocupa alguns filhos que possam ver nestes exemplos menos felizes, maus pricipios para o seu futuro enquanto cidadãos…

  26. venho por este meio agradecer a incompetencia da escola da maia pela dedicaçao pelas crianças e pela vossa responsablidade. uma bela quinta feira estando eu no meu emprego meu tlm toca pedindo para ir buscar meu filho doente,saio eu a correr preocupada pedindo a professora cinco minutos.Qual o meu espanto chego a escola o porteiro nao me deixou entrar a professora tinha ido almoçar e afinal os pais sao uns palhaços.resumindo por intermedio de outro professor localizei meu filho e trouxe o embora bom de saude.Numa sexta feira de frio e chuva o aluno da vossa escola eskeceu se do casaco na sala o porteiro barrou a entrada dele nao autorizou a ir buscar o casaco isso ele viu mas os miudos a chuva e a porrada ninguem ve.O fundo de desemprego esta cheio de ofertas nao e preciso 3 empregadas de limpeza juntas a limpar uma sala sou empregada de limpeza sei o que digo.Mas para terminar fiz um teste pedi a um familiar para ir buscar meu filho entrou pegou no rapaz e saiu portao fora,agora pergunto o que faz aquele senhor ali?e se fosse um inimigo?aonde estao os cartoes?o que andam os funcionarios a fazer?chasinhos?Quando terminam a escola e a rua?

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