Centro Paroquial de Folgosa vai “congregar aos homens”

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“Eu queria a obra pronta daqui a um ano, se Deus nos ajudasse”. Assim se referiu o presidente da Câmara Municipal da Maia, Bragança Fernandes, à construção do Centro Paroquial de Folgosa. Disse-o no sábado à tarde, durante a cerimónia de bênção e lançamento da primeira pedra do edifício. Já antes, o presidente da Assembleia Municipal da Maia, Luciano da Silva Gomes, “filho de Folgosa” como sublinhou, tinha desejado a conclusão da obra no espaço de um ano e meio.

Embora admitindo que o acto de sábado ainda parecia “um sonho”, o pároco Orlando Santos sublinhou tratar-se também de “um momento de esperança e de viva alegria”. E que foi partilhado pelo Bispo do Porto, D. Manuel Clemente, que já tinha passado por Folgosa em Setembro de 2007, para a inauguração da casa paroquial.

O pároco de Folgosa acredita que a obra “vai contribuir em muito para o enriquecimento desta paróquia e do seu tecido social” e “unir ainda mais os membros desta comunidade”, enquanto espaço para “congregar os homens”. Por isso, acrescentou D. Manuel Clemente, o futuro Centro Paroquial de Folgosa deverá ser “uma casa que, sendo de culto, é uma casa de cultura, de solidariedade e de paz”.

Mas porque “todos somos poucos” para concretizar este Centro Paroquial de Folgosa, “dentro de um prazo aceitável”, Orlando Santos apelou à ajuda de todos, dizendo aguardar da população as iniciativas para cumprir a missão. Apesar de se ouvir dizer, referiu Luciano da Silva Gomes, “que nem todos poderão estar apostados nesta obra”.

Para o presidente da Junta de Freguesia de Folgosa, Luís Cândido, a bênção e lançamento da primeira pedra é, por si, um marco na história da paróquia e da própria freguesia.

Para este passo de avançar para a construção do desejado Centro Paroquial de Folgosa contribuiu a boa vontade do recordado Carlos Gonçalves Ferreira, e da esposa Celina Castro Azevedo – que ouvia estas palavras emocionada – ao ceder cerca de mil metros quadrados de terreno para esta obra. Mas foi a intervenção da Câmara da Maia “que nos permitiu ir muito mais longe do que inicialmente pensávamos”, reconheceu o Padre Orlando Santos. E a área passou de mil para 3029 metros quadrados, na sequência de uma parte de terreno que foi à posse da autarquia.

Bragança Fernandes anunciou na cerimónia de sábado que o executivo aprovou, por unanimidade, a comparticipação da primeira fase da obra, orçada em cerca de 500 mil euros, em 25 por cento.

Marta Costa

(Notícia desenvolvida na edição desta semana de Primeira Mão)