Chipre pode investir na Maia

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O Embaixador do Chipre em Madrid foi recebido, na passada sexta-feira, pelo presidente da Câmara Municipal da Maia, Bragança Fernandes. O diplomata cipriota fez-se acompanhar do Cônsul do Chipre no Porto, António Fonseca. Na recepção ficou a saber-se que há uma empresa cipriota de energias renováveis a querer implantar-se na Maia. Durante o encontro expressaram-se ainda os desejos de estreitamento de contactos entre Portugal e Chipre, através de uma geminação, já aprovada e em curso, das cidades da Maia e a cipriota Larnarca.

Chipre já foi convidado a participar na próxima Feira Internacional de Artesanato da Maia

Mais do que uma geminação, o acordo com a cidade de Larnarca é um "protocolo de colaboração". Quem o diz é o presidente da autarquia maiata, Bragança Fernandes. Fruto do estreitamento de relações entre Portugal e Chipre, "há uma empresa de aquecedores solares que se quer instalar na Maia", adianta o autarca. Além da fixação da empresa cipriota na Maia, a colaboração compreende ainda intercâmbios culturais e desportivos, e revelou que o Chipre já foi convidado a participar na próxima Feira Internacional de Artesanato da Maia. Apesar do aproximar de relações, Bragança Fernandes lamenta que Chipre fique "muito longe", mas considera que os protocolos que se estão a estabelecer "encurtam distâncias".

O Cônsul Honorário do Chipre em Portugal, António Fonseca, vê "com bons olhos" o estreitamento diplomático entre os dois países, e considera-o "uma oportunidade para incrementar as relações comerciais entre ambas as partes". O diplomata considera importante a comunicação, em ambos os sentidos. Quando questionado sobre a possibilidade de investimento nacional no Chipre, António Fonseca acha "importante que haja comunicação para ambos os lados, porque quando não há comunicação não há negócio".

Para continuar a estreitar relações, o presidente da autarquia maiata, Bragança Fernandes, promete deslocar-se ao Chipre "durante o próximo ano".