CICCOPN forma trabalhadores além-fronteiras

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O Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Norte (CICCOPN), da Maia, está a ministrar uma acção de formação dirigida a trabalhadores portugueses emigrantes que trabalham em empresas de construção civil na Suíça. Esta formação, inserida no Protocolo de Cooperação Portugal-Suíça – Projecto Portugal 2010, tem como objectivo aperfeiçoar as técnicas desenvolvidas pelos operários que trabalham fora do país, neste caso, na Suíça, e melhorar condições de trabalho e contrapartidas salariais.

A formação, que está a ser frequentada por 34 trabalhadores, tem uma duração total de 320 horas e contempla o aperfeiçoamento nas especialidades de alvenarias, cofragens e armaduras, canalizações e entivações. Todos estes novos ensinamentos vão resultar em melhores condições de trabalho para os operários além-fronteiras e também no "refinar" de algumas actividades levadas a cabo pelos trabalhadores.

O responsável pelo departamento técnico do CICCOPN, António Bastos, revela que "há trabalhadores que vêm com várias profissões e há aqui alguns que estão a fazer alvenarias pela primeira vez. Estes cursos permitem-lhes obter novas competências e melhorar as que já têm".

A aposta é também na especialização. O responsável do CICCOPN avança com um caso prático: "Há o caso de um formando que trabalha em vias de comunicações e veio para aqui fazer o assentamento de tijolos, ou seja, trabalhar em alvenaria". Os cursos arrancaram a 4 de Janeiro e decorrem até dia 26 de Fevereiro. Tiveram grande procura. "Grande parte das pessoas que estão interessadas são daqui do norte de Portugal", revela António Bastos. O limite de formandos é de 36, o que significa que a procura excedeu a oferta, embora se tivessem verificado duas desistências. "Nós não conseguimos suprir a necessidade de procura desta formação", adianta António Bastos. "Alguns formandos tiveram de se deslocar para Lisboa", acrescenta o responsável. António Bastos fala também da "grande procura na Suíça" que os cursos de formação tiveram. Por motivos climatéricos, existe uma pausa na laboração das empresas de construção do centro da Europa, factor que explica a forte procura por parte de trabalhadores colocados no exterior a estes cursos de formação. "A maior parte destes trabalhadores não tem contrato, e durante esse tempo tinham de ficar desempregados, são trabalhadores sazonais. E então é uma forma de rentabilizarem o tempo que estão sem fazer nada".

No fim dos cursos, garante o CICCOPN que os formandos que obtiverem o certificado de formação, validado pelas entidades suíças e portuguesas, vão ter garantias de uma melhoria no enquadramento das empresas onde laboram, com uma correspondente contrapartida salarial. "Esta formação vai-lhes ser reconhecida e eles vão ter oportunidade de progredir em termos de carreiras", conclui António Bastos.