Câmara aposta na “diplomacia económica”

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No âmbito da criação do pelouro do Desenvolvimento Económico e Sector Empresarial Local, a Câmara Municipal da Maia tem vindo a promover uma série de encontros com representantes de vários países.

Estes encontros têm como missão a promoção da imagem da Maia no estrangeiro, “afirmando-a como uma cidade moderna, atractiva e competitiva, não só na área económica, como em outras vertentes”, explicou Paulo Ramalho, vereador responsável pelos pelouros do Desenvolvimento Económico e Sector Empresarial Local, e das Relações Internacionais. A autarquia quer também dar a conhecer as potencialidades do município em termos geográficos, acessibilidades e infra-estruturas, numa tentativa de “captar investimento estrangeiro de qualidade que se revele uma mais valia”. Designadamente, “que fomente o desenvolvimento económico, crie riqueza e postos de trabalho”, sublinhou o vereador.

Por outro lado, ao estabelecer estes contactos, pretende ainda “auxiliar”, sempre que possível, as empresas da Maia, “procurando parcerias e novos mercados, junto de regiões e países com quem a câmara tem protocolos e relações privilegiadas”, através do pelouro das Relações Internacionais. A “diplomacia económica” é, desta forma, o objectivo principal do novo pelouro da Câmara Municipal da Maia.

Mensalmente são promovidos encontros com embaixadores e outros representantes de países que “procuram conhecer melhor a Maia, a nossa realidade e disponibilidade para realizar parcerias e acções de promoção, não só do nosso município, mas também, recebendo missões empresariais desses países”. Há sempre, por parte dos representantes estrangeiros, grande curiosidade em conhecer a Zona Industrial da Maia e o Parque de Ciência e Tecnologia da Maia.

Recentemente, estiveram na Maia delegações da República do Botswana e África do Sul. A representante do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Botswana, Nicola Putego, manifestou grande interesse em conhecer a área industrial e o Tecmaia, uma vez que uma das prioridades do seu governo é captar investimentos para outras áreas da economia. Refira-se que a extracção de minérios, sobretudo diamantes, é a principal fonte de receitas do Botswana. Deste encontro ficaram também algumas ideias de cooperação para médio e longo prazo. Nomeadamente, a realização de um seminário na Maia, no primeiro trimestre de 2010, que terá como objectivo dar a conhecer aos agentes económicos locais todas as potencialidades daquele país.

Em aberto ficou ainda a possibilidade de ser agendada uma “missão empresarial” ao Botswana e a realização de encontros de cooperação na área da educação, designadamente, através do ISMAI.

A África do Sul, país que acolhe um grande número de emigrantes portugueses, esteve representada por Profit McLean, que este mês termina o seu mandato como embaixadora em Portugal. O vereador Paulo Ramalho recorda que a Maia já tem vindo a estabelecer com a África do Sul, acções de cooperação que envolvem o Tecmaia e ISMAI.

Para o próximo ano estão já previstas mais iniciativas, que passam pela divulgação do Mundial de 2010 que irá realizar-se na África do Sul, seminários e, possivelmente, a organização de uma visita empresarial àquele país. O objectivo é tentar estabelecer parcerias que possam resultar em investimentos na África do Sul e na Maia. E de acordo com Paulo Ramalho, empresários sul-africanos estão a “estudar” a possibilidade de realizar investimentos ou parcerias com empresários da Maia. Isto, no seguimento do interesse já manifestado em conhecer as potencialidades do concelho.

Empresários locais – de curiosos a reconhecidos

Os empresários da Maia têm manifestado um crescente interesse nas acções desenvolvidas pela autarquia e que têm como objectivo, proporcionar-lhes novas oportunidades de investimento e de negócios, de acordo com o vereador. Inicialmente, reagiram com alguma “curiosidade”, admite. Posteriormente, “essa curiosidade tem-se transformado em algum reconhecimento”. Dá como exemplo o seminário sobre “inovação” que decorreu recentemente no Tecmaia e que contou com a presença de “60 a 70” empresários. Esta é, portanto, uma área em que o executivo pretende apostar “fortemente”. A criação de postos de trabalho e riqueza para o município, estão entre as principais prioridades do pelouro do Desenvolvimento Económico e Sector Empresarial Local.

Fernanda Alves

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