Câmara aprova dissolução da empresa Parque Maior

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Com o objectivo de salvaguardar o património municipal, e após conversações com o grupo privado, a autarquia decidiu avançar com a proposta de extinção do protocolo já efectuado com os espanhóis e dissolução da empresa Parque Maior.

Miguel Rico e Associados e a autarquia apresentaram o projecto em Novembro de 2007

A Câmara Municipal da Maia vai avançar com a dissolução da empresa Parque Maior – Reabilitação Urbana da Maia. A sociedade foi constituída em Outubro de 2007, fazendo parte dela a câmara municipal e a Espaço Municipal, com uma participação de 25 por cento cada, e a holding espanhola Miguel Rico e Associados com 50 por cento do capital social. Uma parceria público-privada que tinha como objectivo, renovar uma área com quase 200 mil metros quadrados, onde se insere o degradado Bairro do Sobreiro.

Na base da dissolução da sociedade está a grave crise financeira que também em Espanha afectou o sector financeiro e imobiliário. O grupo espanhol não escapou à crise, tendo sido obrigado a abandonar alguns dos seus mais importantes projectos imobiliários, nomeadamente, nas Ilhas Baleares e Canárias.

Com o objectivo de salvaguardar o património municipal, e após conversações com o grupo privado, a autarquia decidiu avançar com a proposta de extinção do protocolo já efectuado com os espanhóis e dissolução da empresa Parque Maior. “Chamei-os cá e dei-lhes a conhecer a minha preocupação, porque tinha medo que algo lhes acontecesse em Espanha. Depois, eles escreveram uma carta a dizer que abandonavam a empresa a custo zero e que passavam os terrenos para a Espaço Municipal”, revela o presidente da Câmara Municipal da Maia, Bragança Fernandes.

A proposta foi aprovada por unanimidade na reunião do executivo, esta terça-feira. A formalização da dissolução da sociedade, acontecerá só depois de ser aprovada na próxima sessão da Assembleia Municipal da Maia.

O projecto, também denominado Parque Maior, da autoria do arquitecto Souto Moura, implicava a demolição das habitações sociais do Sobreiro, a criação de uma área verde, a construção de 18000 habitações e áreas de comércio e serviços, equipamentos desportivos e culturais. Bragança Fernandes esclarece ainda que o projecto não vai ser abandonado. A nova centralidade da Maia é para avançar, embora, de uma forma mais dilatada no tempo.

Fernanda Alves

5 COMENTÁRIOS

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  2. […] Fernandes quer fazer crer aos maiatos que a dissolução da sociedade Parque Maior deve-se à crise internacional que afectou […]

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