Câmara aprova extinção da TUM, mas está a estudar alternativa para os utentes

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A partir de Janeiro, as populações das zonas de Vilar de Luz, Folgosa, Silva Escura e Vila Nova da Telha deixarão de ser servidas pela Transportes Urbanos da Maia (TUM), empresa municipal. Foi constituída em 2001, com o objectivo de ligar o interior ao litoral do concelho da Maia, zonas deficitárias em termos de transportes públicos.

Nesse sentido, foi criada uma linha que ligava Vilar de Luz a Vila Nova da Telha, com passagem por Silva Escura, Vermoim e centro da cidade da Maia.

A primeira viagem contou com a presença do então presidente da Câmara Municipal da Maia, Vieira de Carvalho, que tinha grandes expectativas em relação a este serviço municipal. A intenção da autarquia era aumentar a frota de autocarros e criar novas linhas noutras zonas deficitárias, o que nunca chegou a concretizar-se. A verdade é que o serviço registou, desde sempre, baixos índices de utilização. “Se as pessoas não utilizavam esse meio de transporte é sinal que dele não necessitavam”, admite o vereador Mário Nuno Neves, membro do Conselho de Administração da TUM. No que respeita à Câmara Municipal da Maia, “cumpriu com o seu dever, que era corresponder a uma alegada míngua de transportes”, acrescenta. De acordo com aquele responsável, “os TUM transportavam por dia cerca de 190 passageiros, em nove carreiras diárias, com a utilização de dois autocarros, o que corresponde a uma média de cerca de 10 passageiros por autocarro”. A reduzida utilização não chegava para cobrir os custos de operação, que atingiam cerca de “7500 euros mensais”. “Traduzia-se numa exploração absolutamente deficitária, suportada inteiramente pelo erário público, ou seja, suportada por todos os contribuintes maiatos que na sua esmagadora maioria não são, nem nunca foram, utentes dos TUM”, refere Mário Nuno Neves.

O acumular dos prejuízos foi, por diversas vezes, motivo para os vereadores socialistas pedirem a extinção da empresa municipal, o que só agora se concretizou. Mário Nuno Neves, vereador da maioria eleita, diz que “persistir” na prestação de um serviço que as pessoas não utilizaram seria uma “tontice”.

Alternativa a partir de Janeiro

Actualmente, o serviço dos TUM limitava-se a apenas uma carreira, e com apenas um motorista, que segundo a proposta aprovada, passará para os quadros da empresa de estacionamento municipal. No entanto, as populações de Folgosa e freguesias vizinhas não deixarão, para já, de ter este serviço de transporte. “Sensível” a esta questão, a autarquia está a “estudar” uma solução, que passará pela intervenção directa da Empresa Metropolitana de Estacionamento da Maia, EEM, que no seu objecto social também contempla a área dos transportes. Segundo Mário Nuno Neves, a empresa municipal de estacionamento, em parceria com um transportador privado, assegurará, “a título experimental”, possivelmente “nas primeiras semanas de Janeiro”, um número mínimo de carreiras diárias, promovendo a ligação entre o Largo de Vilar de Luz e a Cidade da Maia, seguindo o trajecto de “Vilar de Luz, Camposa, Serradouro, Igreja de Folgosa, Rotunda de Sá, Igreja de Silva Escura, Largo de Frejufe, Igreja de Vermoim e Praça Doutor José Vieira de Carvalho”.

No entanto, “para que esse serviço se mantenha é preciso que efectivamente a população utilize esse meio de transporte, avaliação que deverá ser feita no momento oportuno”, avisa o vereador. O membro do Conselho de Administração diz que não basta “clamar” uma necessidade. “É preciso que essa necessidade tenha tradução factual, e isso passa pelo transportar, diariamente, um número de passageiros aceitável”.

Fernanda Alves

1 COMENTÁRIO

  1. bom dia… sera que me pode dar uma informacao…. meu mariro tem um trabalho pra folgosa capela sera que me pode dizer qual o meu de transporte para ir para la ja que n tem a tum? desde ja o meu mt obrigada e agradecia uma resposta

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