Câmara da Maia assinala Dia do Funcionário

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Desde 2003 que a Câmara Municipal da Maia assinala o Dia do Funcionário. Este ano não foi excepção e a Quinta do Geraldino, em Gemunde, recebeu cerca de 750 funcionários da autarquia maiata e empresas municipais. Uma “festa alegre”, para o presidente da autarquia maiata, Bragança Fernandes. O objectivo do Dia do Funcionário, criado por Bragança Fernandes há seis anos, é “permitir o conví­vio entre trabalhadores da câmara que se calhar nem se conheciam”.

Felizes não estavam alguns trabalhadores municipais, em especial um pequeno número de elementos dos Serviços Municipais de Águas e Saneamento.

À entrada da Quinta do Geraldino, distribuíam a cópia de uma carta do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local (STAL), a dar conta do congelamento salarial de alguns trabalhadores camarários, que não recebem aumentos desde 2002. Ainda segundo o documento, é reclamada a mudança de posicionamento e consequente aumento salarial por opção gestionária. Os trabalhadores apelam, noutro comunicado, à sensibilidade e solidariedade do executivo maiato para a questão. Para que a “injustiça” seja corrigida, bastaria, segundo o documento, “fazer a opção gestionária que permitirá a mudança de posição remuneratória aos trabalhadores que tenham obtido cinco bons desde 2004 na classificação de serviço ou avaliação de desempenho”.

Bragança Fernandes reagiu e admite que se trata de “um problema de legislação e uma decisão governamental com a qual não estou de acordo”. Bragança Fernandes admite ainda “ajudar todos os trabalhadores da câmara de igual forma” e adianta que “está¡ a estudar a situação”. Aponta ainda baterias ao STAL, ao dizer que “não é um sindicato afecto à  minha cor partidária e agora como estamos em época de eleições… mas não é por estarmos em época de eleições que faço este conví­vio, porque se vem realizando desde 2003 sempre na mesma altura”.

Polémicas à parte, em todos os dias do funcionário, há trabalhadores da câmara municipal que são homenageados. Dos distinguidos, um deles está na autarquia há 25 anos. Chama-se Carlos Branco e é ténico oficial. Recordou o ano de 1984, quando chegou à câmara da Maia. “Isto ainda era uma vila”, confessa. Hoje, Carlos Branco diz que a Maia é “uma grande cidade”, graças à  obra de Vieira de Carvalho: “Foi devido ao trabalho de Vieira de Carvalho que a Maia é o que é”, adianta o funcionário. Para Carlos Branco, “é uma honra ter feito parte da equipa que tornou este concelho naquilo que é hoje”.