Câmara da Maia dá formação a professores sobre Magalhães

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A Câmara Municipal da Maia avançou, na quinta-feira da semana passada, com uma acção de formação destinada aos professores das Actividades de Enriquecimento Curricular das escolas básicas do concelho, na área informática, ligada sobretudo ao Magalhães. Foi uma espécie de formação de formadores porque o objectivo é que estes docentes possam, no segundo período, gratuitamente, dar formação aos encarregados de educação dos alunos para que estes passem a fazer uma utilização mais segura da Internet nos computadores Magalhães.

As acções já estavam programadas, mas a verdade é que surgem numa altura em que foi notícia que alunos de escolas básicas da Maia tinham acedido a sites de pornografia através dos pequenos computadores do e-escolinhas. Na altura, a autarquia maiata criticou a falta de segurança dos portáteis, uma vez que a situação deixou alarmada a comunidade escolar e preocupou os encarregados de educação, que não tinham consciência de que é obrigatório ter mais atenção às novas ferramentas de ensino usadas pelas crianças. No entanto, esta nem sequer foi a primeira vez em que situações do género aconteceram.

No caso da Maia, diz a edilidade que entendeu, através dos professores, iniciar a formação dos encarregados de educação para que estes saibam trabalhar com a ferramenta e que possam evitar que os menores acedam a sites impróprios. “Uma das lacunas do Magalhães é a facilidade com que qualquer criança pode, através da Internet, alterar os sistemas internos de segurança do computador uma vez que os códigos e passwords estão disponíveis em diferentes sites”, acrescenta a autarquia.

Na acção de formação ministrada por Orlando Leal foi abordada, em primeiro lugar, a segurança do computador e depois sobre a segurança na internet e os vários perigos que advêm da utilização da Internet, que vão desde os canais de conversação – chats e ‘instant messenger’ passando pelos blogues, telemóveis, vírus, redes sociais virtuais, Peer-to-Peer, correio electrónico, cyberbullyng e phishing. “Todo um conjunto de tecnologia que deverá ser usada mas com um uso regrado e os pais devem ter conhecimento disso para um consumo mais adequado”, afirma o formador.

Orlando Leal acrescenta ainda que as pessoas, na sua maioria, desconhecem os perigos que podem surgir. E a título de exemplo aponta a circulação de um e-mail “supostamente” de solidariedade relacionado com uma menina russa. A verdade é que “as pessoas ao clicarem no link aquilo é um software que se instala no computador e que pode ser desde um vírus até mesmo um sistema de phishing para depois aceder a contas bancárias ou outros dados pessoais das pessoas”, explica.

Com esta iniciativa, a Câmara pretende assim explicar o que são, que perigos apresentam e que cuidados deverão ser tomados com um vasto conjunto de ferramentas e formas de trabalho relacionadas com a Internet. De acordo com o formador, o objectivo é que os formandos sejam capazes de conhecer todas estas denominações, perigos e formas de prevenção relacionados com a Internet, que, por outro lado, fiquem habilitados a transmitir os conhecimentos adquiridos, nomeadamente em escolas ou outros espaços públicos e fiquem mais habilitados para o desempenho das suas funções e consciencializados acerca da forma como deverão utilizar as novas tecnologias.

Quanto ao acesso a site menos próprios, Orlando Leal refere que se o uso do computador e da internet for feito com base numa monitorização parental, haverá um “controlo correcto parental fixo”. Mas o perigo, avisa, estende-se também aos pais que a reencaminhar uma mensagem com um pedido de apoio pode esta a colocação em risco não só o seu computador mas também os dos seus contactos.

Isabel Fernandes Moreira