Câmara da Maia está “apreensiva” quanto ao futuro do Hospital Lidador

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A Câmara Municipal da Maia solicitou uma reunião com “carácter de urgência” aos responsáveis do Grupo Português de Saúde para falar sobre o futuro do Hospital Lidador S. A, um dos investimentos do grupo na área da saúde.

Na base deste pedido, enviado esta segunda-feira, estão as notícias vindas a público envolvendo a Sociedade Lusa de Negócios SGPS, SA, detentora do Banco Português de Negócios e do Grupo Português de Saúde. A Câmara Municipal da Maia e a Santa Casa da Misericórdia da Maia são parceiros, cada um com uma participação de 10 por cento do capital na sociedade em que o Grupo Português de Saúde detém o capital maioritário. A sociedade foi constituída em Novembro do ano passado com um capital social de 50 mil euros.

É que a nacionalização do BPN, ordenada pelo Governo em consequências das irregularidades detectadas na gestão do banco, veio criar uma grave situação financeira nas empresas da SLN, uma vez que era ali que o grupo ia buscar os recursos financeiros para os seus investimentos em áreas como a saúde. Só no BPN a SLN deixa uma dívida de aproximadamente 500 milhões de euros em empréstimos. E nesta altura, de acordo com o Diário de Notícias, a SLN apresenta uma necessidade de liquidez imediata de 150 milhões de euros, só para assegurar a continuidade das operações do grupo.

Perante estas notícias, o presidente da câmara da Maia, Bragança Fernandes, quer saber quais são as intenções do grupo em relação ao projecto do hospital privado da Maia, uma dos mais importantes investimentos no concelho. E uma aposta do executivo liderado por Bragança Fernandes.

Fernanda Alves

(Notícia desenvolvida na edição de sexta-feira do PRIMEIRA MÃO)

Ouça as declarações do presidente da câmara, Bragança Fernandes.

[audio:BFHOSPITAL.mp3]