Comida menos própria na cantina da EB 2,3 da Maia

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A polémica da comida menos própria, mal confecionada ou mesmo em mau estado de conservação, tem vindo a afetar várias escolas do país. Agora, também há denúncias nas redes sociais que visam a EB 2,3 da Maia. Foram colocadas a circular online fotografias de um frango quase cru, que terá sido serviço numa cantina escolar maiata.

A vereadora da Educação, Emília Santos, cuja responsabilidade em termos de refeições escolares só está agregada ao 1º ciclo, já adiantou ao Primeira Mão que efetuou diligências junto do Ministério para reforçar a fiscalização e garantiu que haverá da autarquia apoio jurídico às associações de pais que necessitem.

A Fapemaia (Federação das Associações de Pais do Concelho da Maia) manifestou preocupação e garante ter conhecimento de que já houve comunicação por parte da Associação de Pais da escola e da direção da Escola EB 2,3 da Maia à DGEstE – Direção Geral dos Estabelecimentos Escolares.

“Inacreditável” diz a Federação de Pais

A ementa para a passada quinta-feira, dia 16, anunciava frango assado com massa macarronete, com tomate, milho e pimento, mas o que foi servido a cerca de 500 alunos da EB 2,3 da Maia não terá agradado a alguns alunos. Pelo menos um deles tornou pública a fotografia de um frango mal cozinhado e, de acordo com alguns comentários de outros maiatos preocupados, aparentava estar em “estado de putrefação”, o que indicia que podem não ter sido respeitadas as datas de validade do alimento.

A Confederação Nacional de Associações de Pais, que reuniu no passado fim de semana, tomou conhecimento de mais este caso e considerou inacreditável “ser possível servir um prato nestas condições a crianças”, indicando que o problema começa pela “formação das pessoas que fornecem o serviço, apontando também problemas à fiscalização”.

A empresa responsável por este serviço é a mesma que detém a concessão das cantinas em quase todas as escolas a nível nacional, sendo que o presidente da Fapemaia entende que o que começa mal é logo à partida o valor atribuído pelo Estado a cada refeição, que é de 1,18€, o que significa que “por este valor a matéria prima nunca poderá apresentar um alto valor de garantia de qualidade”.

Associa-se a este problema outro fator, refere Alberto Santos, “que é a falta de formação dos Recursos Humanos que colocam nas cantinas, que originam casos como este. São pessoas que não têm formação mínima e não respeitam as regras básicas em Higiene e Segurança Alimentar”.

Alberto Santos adiantou que no sábado, dia 18, na sessão solene da CONFAP em Coimbra, a secretária de Estado Adjunta da Educação garantiu que a DEGEstE iria colocar finalmente equipas de vigilância nas cantinas, mas, frisou, “tenho muitas reticências em relação a isso”. E isto porque, a DEGEstE foi notificada acerca de todas as situações sinalizadas e “até ao momento não houve um gesto sequer para tentar vir ao terreno fazer o que quer que seja”.

Vereadora da Educação “preocupada” já efetuou diligências junto do Ministério

A Fapemaia também já mostrou a preocupação com a alimentação nas cantinas à vereadora da Educação da Maia, ressalvando que a Câmara apenas gere as cantinas do 1º ciclo, mas sentiu que a vereadora Emília Santos está muito preocupada com esta problemática.

Emília Santos defende novo programa de realojamento
De facto, o Primeira Mão ouviu a vereadora com o pelouro da Educação e Ciência mostrou preocupação e empatia com os pais afetados pela problemática, esclarecendo que as notícias que têm sido divulgadas dizem respeito a “estabelecimentos de ensino dos 2.º e 3.º ciclos e secundário, não tendo, pois, a Câmara Municipal qualquer responsabilidade nesta matéria, nem, tampouco, qualquer competência para intervir”.

Em todo o caso, Emília Santos, em nome da Câmara da Maia, afirma estar interessada “pelo bem-estar de toda a sua comunidade, pelo que está ao lado da Associação de Pais e solidária com toda a comunidade educativa: alunos, pais, professores, auxiliares e direção da escola”.

A vereadora adianta que, “por estar perante uma questão de segurança alimentar, a Câmara Municipal desencadeou, de imediato, diligências junto do Ministério da Educação” para esclarecimento da ocorrência e, acima de tudo, para que se tomem “medidas que garantam que nada de semelhante aconteça no futuro”.

Município apoia os pais

De acordo com Emília Santos, o Ministério da Educação, na pessoa da Senhora Secretária de Estado Alexandra Leitão, “comprometeu-se a reforçar as equipas de fiscalização das delegações regionais da DGEstE com três técnicos, no sentido de aumentar a fiscalização e evitar novas ocorrências”.

Ainda assim, a Câmara da Maia “manter-se-á atenta e disponível para apoiar juridicamente as Associações de Pais nas diligências que pretendam tomar, uma vez que todo este processo das refeições escolares, nas escolas tuteladas pelo Ministério da Educação, tem que, urgentemente, ser revisto”, concluiu Emília Santos.

Os números do Ministério da Educação apontam para 40 casos de queixas relativas à qualidade da
comida servida aos alunos, apenas este ano.

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