Conferência “Reabilitar para arrendar”

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Os Paços do Concelho foram, no último dia 7, o espaço de acolhimento da conferência “Reabilitar para Arrendar”, que contou com a presença de especialistas da área da reabilitação urbana e do setor imobiliário.

Na receção aos participantes, o vice presidente da Câmara, António Tiago, sublinhou a importância desta análise e da atenção que é dada pelo município da Maia patente na “envolvência financeira, dimensão dos projetos e o esforço organizacional que o Município está a desenvolver, no sentido de melhorar todo o nosso tecido urbano, promovendo igualmente o envolvimento comprometido de todos os atores públicos e privados, numa mudança urbanística que é de todos, para benefício de todos sem exceção, incluindo dos mais carenciados”.

Reabilitação de fogos sociais tem sido “prioridade”

Assim, o autarca enumerou alguns dos investimentos da Câmara Municipal da Maia na reabilitação dos fogos sociais.

No Bairro do Sobreiro, “já foram investidos cerca de 500 mil euros e serão investidos mais cerca de 4 milhões de euros na reabilitação dos restantes blocos e torres. A este investimento, acresce a intervenção no espaço público envolvente (jardins, arruamentos e praça do oxigénio), com um valor próximo dos 5 milhões de euros. Nos Maia I e Maia II: será efetuado investimento de cerca de 1,8 M € na reabilitação do edificado e espaço envolvente; na Arroteia, Brisa I e Brisa II: investimento efetuado no valor de 160 mil euros; e na Cidade Desportiva: investimento de cerca de 1,6 M €; Requalificação do espaço público associado à mobilidade urbana: mais de 10 milhões de euros;
Noutras intervenções no espaço público e edificado: mais de 5 M €.

Importa ainda sublinhar que a Câmara Municipal da Maia alocou mais de 500 mil euros ao IFRRU. Verba que será alavancada em dobro pelo IFRRU e ficará exclusivamente afeta a intervenções a desenvolver no concelho por entidades privadas”.

António Tiago salientou que este tipo de encontros visa fundamentalmente promover “um diálogo institucional, franco, aberto e profícuo, com as diversas entidades públicas e agentes económicos privados cuja atividade se desenvolve no âmbito do mercado imobiliário, quer ao nível da compra e venda, como no que respeita ao crescente interesse ao nível do arrendamento urbano”.

Intervenção proativa no mercado

E prosseguiu: “A Câmara Municipal da Maia, enquanto entidade com responsabilidades no governo local do território concelhio, apenas intervém proativamente nesse mercado, ao nível da habitação social, acautelando as necessidades das famílias mais carenciadas que não têm meios para procurar habitação no mercado imobiliário privado, cuidando de assegurar, no âmbito da sua missão e competências, a possibilidade dessas famílias terem acesso a habitação digna e a preços socialmente compatíveis com os seus rendimentos”.

Assim, afirmou António Tiago, “sem embargo de cuidar dessa dimensão social”, a autarquia apresenta-se diante as entidades e agentes que intervêm no mercado imobiliário privado, “como uma instituição facilitadora dessa atividade económica. Uma atividade à qual concedemos toda a atenção, considerando a importância que ela assume, no computo do desenvolvimento humano, social e económico da comunidade concelhia, enquanto fator que alavanca o crescimento económico e o dinamismo humano e social nos diversos centros urbanos dispersos pelo nosso território”.