Conservatório de Música já entregou candidatura ao POPH

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O Conservatório de Música da Maia já apresentou a sua candidatura ao POPH – Programa Operacional de Potencial Humano para resolver os problemas inerentes ao corte do contrato de patrocínio levado a cabo pelo Ministério da Educação. De acordo com o director, Mário Nuno Neves, a candidatura da Maia foi “das primeiras a ficar pronta”. “Apesar de considerarmos que o Ministério da Educação cometeu um incumprimento grosseiro de um contrato, nós temos responsabilidades perante os nossos docentes e, portanto, esta candidatura visa apenas assegurar o financiamento para o resto deste ano lectivo”, adianta o também vereador da Cultura da Câmara Municipal da Maia.
No entanto, Mário Nuno Neves acrescenta que a verba que está em causa “na melhor das hipóteses” estará disponível em Agosto.

O autarca diz ainda que não é possível determinar a verba que vão receber. Se será equivalente ao valor que “perderam” com a quebra de contrato, Mário Nuno Neves “não” acredita. De qualquer maneira, “temos que pensar que o ano lectivo está em curso, o financiamento do contrato de patrocínio foi interrompido e essa verba que poderá chegar pelo POPH vai chegar apenas em Agosto”, reitera. Até lá, “é preciso aguentar e sustentar a escola”.

Mário Nuno Neves continua a defender que o conservatório não se enquadra no Programa Operacional de Potencial Humano. Nem se enquadra o conservatório nem nenhuma escola de música. E anuncia que a candidatura foi feita ao abrigo de uma medida “atamancada” para que a música tivesse cabimentação. “Essas candidaturas, normalmente, servem para o ensino profissional e nós não estamos a falar em ensino profissional, estamos a falar em ensino regular, especializado de música”.
O director do conservatório acrescenta ainda que um dos critérios dessa candidatura do POPH é a empregabilidade do formando no final do ano. No caso do Conservatório de Música da Maia estamos a falar de alunos do ensino básico. “Não podemos falar em mercado de trabalho quando estamos a falar de miúdos com 10, 11, 12 anos”. “Só por aí se vê o ridículo da solução que foi arranjada. Foi uma solução arranjada à toa e os resultados estão à vista”.

Mário Nuno Neves chama ainda a atenção para o facto de as escolas profissionais financiadas pelo POPH estarem com um atraso no pagamento das verbas de mais de sete meses. “Portanto, a realidade é esta”.

Isabel Fernandes Moreira