Construção de estrada está a gerar revolta nos maiatos

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As obras na variante à Estrada Nacional 14, na Maia, cortaram os acessos pedonais aos moradores, que agora dizem estar isolados.

A construção da variante à EN 14 está a gerar revolta, pois deixou uma zona do Castelo da Maia dividida em duas partes.

Os moradores dizem-se isolados. E apontam as viagens que têm que fazer para irem simplesmente ao Mercado ou ao Posto Médico em que é necessário “dar uma volta para trás de mais dois Kms”, sendo que os “acessos estão péssimos”.

Alguns maiatos denunciam que “as pessoas de idade” são as que mais sofrem, questionando como vai ser quando começarem as aulas, com o problema das “crianças a terem que ir para a escola, como será?”

O certo é que há quem tente atravessar a via, galgando os rails de proteção, com todo o perigo que isso implica, porque apesar de ser uma estrada nacional, o movimento e a velocidade dos automóveis costumam ser intensos.

A obra está em execução e a circulação entre freguesias está a ser improvisada. Em reportagem a TVI questionou a autarquia da Maia, que garantiu que vão ser construídas duas passagens desniveladas.

Uma delas será a sul da via diagonal, na Rua Serafim da Cruz, e outra a norte da via diagonal. O certo é que a data da construção destas passagens é ainda uma incógnita, refere o responsável da Câmara da Maia, o Arqto. Pedro Tiago (da Divisão de Planeamento Territorial e Projetos), que falou à reportagem.

A dona da obra é a Infraestruturas de Portugal e não a Câmara maiata, mas aquela empresa do Estado não adiantou qualquer agenda para a construção das passagens que tanta falta fazem à população da Maia, para que possam desenvolver as atividades diárias sem tantos constrangimentos.