Consumos na adolescência em debate (vídeo)

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“Consumos na adolescência: conhecer para prevenir”. Foi este o tema do seminário que ocupou, durante a tarde da passada quarta-feira, o auditório Venepor, na Maia. Em cima da mesa esteve a necessidade de discussão e reflexão sobre a problemática dos consumos na adolescência e o que fazer para os evitar.
O seminário surgiu como preenchimento de uma “lacuna”, entende o animador sociocultural da Santa Casa da Misericórdia da Maia, Mário Figueiredo. “Depois de um ano de trabalho no âmbito do Projecto Inserir, sentimos que havia necessidade de discussão sobre os consumos na adolescência”. Consumos que podem ser de todo o tipo e não só de drogas duras, porque o vício começa em coisas pequenas. Álcool, tabaco e outras drogas socialmente aceites são disso exemplo, como ilustrou Mário Figueiredo. E é uma realidade que urge “conhecer para que seja possível o combate à dependência”, acrescentou.

O seminário contou com três painéis. Um primeiro dedicado às “Boas práticas na prevenção do consumo”, que ocupou grande parte da manhã de quarta-feira. “Falou-se daquilo que se faz cá na Maia, nomeadamente ao nível do desporto e da ocupação de tempos livres”, revelou Mário Figueiredo. Seguiu-se o painel dedicado ao “Papel dos media na prevenção da toxicodependência”, em que se debateram os comportamentos de imitação dos mais novos. “Os mais pequenos têm sempre tendência a seguir os adultos e aquilo que vêem nos meios de comunicação social”, ressalvou Mário Figueiredo. O painel que fechou o dia teve como nome “Diagnosticar para prevenir”, que surge da necessidade “profunda” de “discutir todas estas problemáticas para depois sabermos como agir”, adiantou Mário Figueiredo.

Mais do que um espaço de discussão e reflexão, o seminário funcionou também como um alerta para o problema das dependências e foi dirigido a técnicos de intervenção social, como agentes da autoridade, da Segurança Social, organizações de voluntários mas também estudantes, pais e público em geral.

Pedro Póvoas