“Contigo aprendo a caminhar” é uma lição humana

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Depois de várias experiências pelo conto e pela poesia, Américo Lisboa Azevedo lançou-se numa experiência auto-biográfica, com a obra “Contigo aprendo a caminhar”, apresentada publicamente na Biblioteca Municipal Doutor José Vieira de Carvalho a 28 de Novembro. É o quarto livro do maiato, depois de “Centelha de Vida” (2005), “Para além do olhar” (2006) e “Sonho acordado” (2007).

No prefácio deste mais recente livro, Adalberto Vieira descreve Américo Lisboa Azevedo como alguém que “vê, sente, escreve e faz voluntariado com o coração. A sua luminosidade é absoluta. A amizade atinge o nível da universidade e da indestrutibilidade desses laços sagrados”. Foi exactamente a sua experiência de voluntário na área da saúde – sendo colaborador da Capelania do Hospital de S. João, membro da Pastoral da Saúde e membro activo do movimento Fraternidade Cristã dos Doentes Crónico e Deficientes Físicos – que levou Américo Lisboa Azevedo a escrever “Contigo aprendo a caminhar”. Essa mesma experiência, assim como a experiência pessoal do tratamento que foi recebendo, deu-lhe a conhecer casos que, “por negligência, por falta de conhecimento, os cuidadores nem sempre agem de uma forma muito humana”. A partir daí, a ideia, contou a PRIMEIRA MÃO, é fazer as pessoas reflectirem “como podem agir com mais humanidade”, uma das carências sentidas pelos doentes. E que, mesmo sendo vítimas da mesma doença, podem ter necessidades de tratamento humano distintas, adverte o autor.

Com paralisia cerebral e invisual desde os 16 anos, Américo Lisboa Azevedo descobriu o prazer da escrita ainda na infância. E foi com a cegueira que “fui descobrindo Deus”, confessa, porque até lá era ateu. Nessa altura, “no meio daquela solidão toda, daquela falta de resposta, daquela desumanidade que muitas vezes se sente nos hospitais, Deus fez-se presente através de uma enfermeira”. E sentiu essa presença na enfermeira Caridade (nome fictício escolhido para o livro), prestando “cuidados permanentes” e “tratando de mim como pessoa, tentando saber o que está por trás da dor física”.

O “Contigo” do título refere-se a Jesus, aos médicos, aos enfermeiros, aos cuidadores, aos párocos, capelões hospitalares”. Por isso, diz Américo Lisboa Azevedo, o livro editado pela Tartaruga Editora é para “toda a gente”.

Mas não fica por aí a experiência de escrita do maiato, já a trabalhar em mais duas obras. “Nunca escrevo só para um, para não tornar, às vezes, a inspiração perra”. Uma dessas obras, já em fase final, será uma compilação de contos tradicionais portugueses que Américo Lisboa Azevedo quer recordar, mas dando-lhe “um cunho muito pessoal e às vezes mudando um bocado o final”. Ao mesmo tempo, está a fazer uma recolha de reflexões que tem feito publicamente.

Antes de lançar mais estes dois livros, Américo Lisboa Azevedo apela às entidades locais para que “tentem acarinhar os seus artistas”, lamentando que, ao quarto livro editado, “ainda não tenha aparecido nenhum apoio a nível da nossa autarquia”.

Marta Costa

1 COMENTÁRIO

  1. Por que se trata da “verdade oficial” evidentemente travestida pelo sr. Serafim Adalberto (S.F.) é bom recordar que nem todos os sócios se revêm neste projecto.Para a sua desgraça e dos novos Directores mais de 90% do corpo activo também não, e com frequência abominam os seus laivos de ingénua, mas irritante arrogância e mediocre presença.
    S.F. insiste saloiamente em comemorar datas anacrónicas.28 anos??É habitual assistirmos a convivios salutares dos 10,20,25,30 ou 50, pratas,ouros e diamantes, nas instituições ou colectividades mas o Presidente dos Bombeiros de Pedrouços é diferente, serôdio mas diferente.
    Depois vêm os Boys do PS de Pedrouços.Se se derem ao deplorável serviço de confrontar a lista deste partido á Junta, com os corpos gerentes eleitos poderão ter uma surpresa daquelas…São na sua maioria criaturas bondosas mas que não entendem nada de «Bombeirês» e não se lhes reconheçe nenhuma utlidade nesse aspecto.Oxalá eu esteja enganado..!
    Da outra Direcção o 2ºComandante só ficou para que a essa tivesse quorum, senão caía,dadas as saídas abruptas logo nos primeiros meses.Bastou conhecerem S.F.
    S.F. ficou por razões de gosto,por não ter nada que fazer e carreirismo politico futuro; o sr. Diamantino por questões mais dóceis como por exemplo arranjar emprego para um familiar com relativa rapidez.As eleições forma um paliativo legal, mas dizer-se que houve grande adesão quando só votaram cerca de 10% dos sócios é no limite uma loucura e naquela casa nunca concorreram 2 listas.Basta ir ver as actas!
    O telhado foi objecto de uma intervenção recente e é deveras preocupante,concedo,que esteja tão desprotegido.Mas S.F. prefere e congratula-se em “não ter as dividas”que tanto apregoa.Que tal chorar uma verbazinha da Camâra para o compor a titulo de prenda?Caramba isso até já aqui foi escrito como convirá,alías.
    O novo quartel-S.F. no delirio do seu pensamento, não pensou que exemplarmente para a eficácia na acção e para motivar os Bombeiros concorrem outros factores.De ordem material, como será ter ou não ter veículos,equipamentos,fardamentos e máquinas adequados e modernos; e factores motivacionais como o apreço pelos valores do altruismo,da abnegação e do amor ao próximo.
    Chã e simpatia,são coisas que S.F. não vende de certeza.Ele é um sujeito pomposamente arrogante,incapaz de entender que consegue ser desagradável.É intolerante, intratável, um homem muito nervoso,frio e prosaicamente calculista.As pessoas que lêm este jornal deviam e mereciam de saber disto.

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