Corporações da Maia dizem que 47 cêntimos por quilómetro ainda é pouco

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Ainda não é este mês que os bombeiros vão receber 47 cêntimos por cada quilómetro percorrido no serviço de transporte de doentes. O pagamento deverá manter-se nos mesmo 40 cêntimos pagos pelo Estado nos últimos três anos, apesar do Ministério da Saúde já ter concedido um aumento de sete cêntimos. Mas que ainda não convence as corporações, entre elas, as da Maia. Consideram a verba ainda insuficiente para fazer face às despesas e, sobretudo, aos recentes aumentos dos preços dos combustíveis. “É brincar com as pessoas”, diz o presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Moreira da Maia.

Para António Freitas, o ritmo acelerado dos aumentos dos preços dos combustíveis “impede os bombeiros de dar uma resposta cabal e desafogada”. E isso “sai-nos do bolso”, acrescenta, recordando que as associações humanitárias são instituições de utilidade pública sem fins lucrativos. Por isso, quando questionado sobre a existência de prejuízos inerentes ao valor actualmente cobrado, responde de imediato “lógico que há”.

Também o presidente da direcção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Pedrouços sublinha que o aumento de sete cêntimos por quilómetro “não é, de todo, suficiente”. Assim como também não daria lucro se o valor aumentasse para os 60 cêntimos. Para o afirmar, Serafim Adalberto apoia-se na realidade da casa que conhece bem, mas também num estudo recentemente divulgado e que apontava para 81 cêntimos por quilómetro como o valor mais justo para os bombeiros, pela prestação deste serviço, tendo também em conta o recurso a viaturas com consumos distintos. Apesar disso, ficou decidido no congresso da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) propôr ao Governo uma actualização para apenas 60 cêntimos. E “os bombeiros não estão a pedir nada do outro Mundo”, adverte António Freitas.

Marta Costa

Números

40 Cêntimos – valor pago aos bombeiros por km percorrido no transporte de doentes

47 Cêntimos – valor aprovado pelo Ministério da Saúde

60 Cêntimo – valor reclamado pela Liga dos Bombeiros Portugueses

81 Cêntimos – valor real para fazer face às despesas com o serviço de transporte de doentes e aos aumentos dos preços dos combustíveis

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