Corrida Solidária invade Estádio Dr. José Vieira de Carvalho

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Eram 332 crianças. Um número elevado que na quarta-feira de manhã compareceu no Estádio Municipal Dr. José Vieira de Carvalho para assistir e participar na “Corrida Solidária”. Uma iniciativa dos Médicos do Mundo, que tem como objectivo angariar fundos para o apoio a um projecto humanitário em Timor-Leste, assim como outros projectos em solo nacional.

Os responsáveis pelo evento pediram aos pais de cada criança que participasse com uma pequena ajuda financeira, com vista a ajudar territórios mais desfavorecidos e devastados por catástrofes naturais ou humanas.

Pelas 10h30, ainda não tinham chegado as 332 crianças anunciadas, mas as bancadas do principal estádio maiato já estavam preenchidas. E só não ficaram mais cedo porque foi impossível à Câmara Municipal da Maia providenciar transporte a todos os pequenos que participaram no evento. Pelo menos era o que lamentava a coordenadora para o ensino pré-escolar do agrupamento de escolas do Castelo da Maia, Margarida Machado.

Já aqui falamos de Timor-Leste, mas a Corrida Solidária não pretendia apenas ajudar os mauberes. “Esta iniciativa quer também ajudar várias zonas de Portugal, como é o caso da Madeira”. Além da ajuda monetária, a Corrida Solidária serviu também para “alertar e sensibilizar as crianças para terem comportamentos solidários e de preocupação com os outros”, revelou Margarida Machado. E como a escola tem um papel primordial na educação dos mais novos, “temos de ser nós a mostrar que a tendência individualista da sociedade tem de ser invertida”. A responsável pelo pré-primário do agrupamento do Castelo acrescentou também que “é preciso que as crianças tenham noção de que há outros meninos que não têm nada, enquanto nós aqui temos tudo”.

As crianças pareciam estar sensíveis às problemáticas da Corrida Solidária, mas estavam mais interessadas em correr. Alguns, inocentes, quando lhes era perguntado qual o propósito da corrida, respondiam apenas que era “para correr”. Outros tinham a lição mais estudada e já diziam que “era para ajudar os meninos da Madeira”. Mas a prioridade era a correria. E mal puderam, invadiram a pista do Estádio Municipal Dr. José Vieira de Carvalho.

Pedro Póvoas