Covid-19: Associação pede ao Governo reavaliação do fecho dos centros de dia

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Foto Arquivo

A Associação Nacional de Gerontólogos (ANG) apela ao Governo a reavaliação do encerramento dos centros de dia no âmbito das medidas de combate à covid-19 e dos critérios de vacinação dos utilizadores destas estruturas.

Na quarta-feira, em comunicado, a ANG manifestou o seu “desagrado” e “extrema preocupação” no seguimento das medidas anunciadas pelo Conselho de Ministros extraordinário, entre as quais o encerramento dos centros de dia.

Para a ANG, é imperativo considerar a possibilidade de abrir os centros de dia, num regime parcial, de forma a responder a situações familiares dramáticas, assim como o agravamento das debilidades físicas e cognitivas da pessoa idosa.

“Não podemos confinar os direitos das pessoas idosas, considerando-se os elevados custos sociais da atual medida – o encerramento total dos centros de dia”, sublinha a Associação.

A ANG lembra que os centros de dia funcionam com o objetivo de prevenir situações de dependência e promover a autonomia, a funcionalidade e a independência pessoal e social dos seus utilizadores.

No entendimento da associação, o fecho dos centros de dia comprometem a saúde e o bem-estar das pessoas idosas, em especial naquelas que apresentam défices cognitivos ligeiros e quadros de demência, cujas alterações serão irreversíveis.

“A diminuição do contacto social coloca em risco a saúde mental das pessoas mais velhas, assim como aumenta o risco de solidão e isolamento social, de depressão e ansiedade. Por outro lado, a permanência das pessoas mais velhas no seu domicílio poderá colocar em risco a sua segurança, sobretudo quando associado a condições habitacionais precárias”, destaca a ANG.

De acordo com a Associação, os centros de dias são também uma resposta de apoio à família e, por isso, o encerramento representará custos, não só para a pessoa idosa, mas também para os cuidadores informais no seio familiar.