Covid-19: Maia já tem “linha verde” para dúvidas e suspeitas de casos

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O Agrupamento de Centros de Saúde (ACeS) da Maia e de Valongo tem a partir de agora a “Linha Verde Covid Institucional”, que permite a escolas e lares destes concelhos estarem em contacto direto com profissionais de saúde.

Na prática, esta linha, que se desmultiplica em sete contactos telefónicos diretos, permite que os responsáveis de instituições ligadas ao apoio à terceira idade e infância, bem como as escolas, tenham um interlocutor local para esclarecer dúvidas ou dar conhecimento de um caso ou suspeita de covid-19.

A vereadora da Educação da Câmara da Maia, contactada pelo Maia Primeira Mão esclareceu que foi por proposta da Câmara da Maia que esta medida foi criada. A autarquia “identificou o problema que se passou em março, que foi a linha SNS24 bloquear, sendo que as escolas estavam fechadas.

“Agora com as aulas a decorrer, temíamos que as escolas ligassem ao SNS24 e que não conseguissem resposta célere, por isso apresentamos a proposta à ARS Norte para que as linhas dessem uma ligação direta às escolas e lares. E a ARS achou por bem concretizar a ideia em todo o agrupamento de centros de saúde que une os dois concelhos, Maia e Valongo”, explicou Emília Santos.

A “Via Verde Covid Institucional” Maia/Valongo está dividida por área geográfica e tipo de instituição, num total de sete tipologias.

Por exemplo, um agrupamento de escolas de Águas Santas, Pedrouços, Folgosa ou São Pedro Fins, no concelho da Maia, tem como interlocutor um profissional do ACeS diferente do que está atribuído às estruturas residenciais do mesmo município.

Já uma escola ou creche, entre outros equipamentos ligados ao apoio a crianças e jovens, de Castelo da Maia, Vila Nova da Telha e Moreira da Maia “responde” perante um outro interlocutor. E o mesmo acontece com instituições das freguesias Cidade da Maia, Nogueira e Silva Escura, noticia a agência Lusa.

Já no que diz respeito a Valongo, os contactos também foram divididos por localidades e instituições, sendo que as freguesias de Ermesinde e Alfena aparecem ligados ao mesmo interlocutor e Valongo, Campo e Sobrado a um segundo.

Esta linha pode ser usada quer seja para “pedido de esclarecimento de ordem técnica”, quer para “suspeita de um ou mais casos covid-19”, como se lê no documento do ACeS Maia/Valongo.

“A linha funciona como um reforço ao SNS24. Desde o início da crise sanitária, temos trabalhado para encontrar respostas efetivas de combate à pandemia e de apoio às pessoas e empresas. Muitas vezes encontramos soluções inovadoras. A Linha Verde Covid Institucional é um desses casos”, referiu o presidente da Câmara da Maia, António Silva Tiago.

Em declarações à Lusa, também o presidente da câmara de Valongo, José Manuel Ribeiro, aplaudiu a iniciativa, considerando-a “muito positiva” para “agilizar a capacidade de comunicação entre as autoridades de saúde pública e as escolas, lares e centros de dia”.

No documento – que não explicita qual o universo de pessoas, nem de instituições que esta medida pode alcançar – aparece ainda descrito que cada instituição deve nomear internamente um interlocutor próprio para estes casos e que “o atendimento telefónico deverá (…) garantir uma resposta expedita, célere, eficiente e eficaz”.

A vereadora da Educação da Maia explicou ao Maia Primeira Mão que em cada escola ou estabelecimento no concelho da Maia foi nomeado “um responsável” pela linha Covid19.

Os números das linhas telefónicas não são divulgados ao público em geral, pois são de uso exclusivo dos estabelecimentos de ensino ou lares abrangidos pela medida, tendo em conta o objetivo para o qual foram criadas.

Cabe às autarquias locais divulgar este serviço e “o atendimento será efetuado, preferencialmente, por profissionais de saúde da área de enfermagem, seguindo uma escala própria e rotativa”.

A linha funcionará diariamente no período compreendido entre as 09:00 e as 19:00, mas “será ponderado o recurso a horas extras”.

Entre outros pormenores, aparecem enumerados no documento do ACeS Maia/Valongo que “o profissional de saúde, utilizador do equipamento [telefónico], deverá zelar pela sua conservação e higienização”, e que “semanalmente será monitorizado o número e teor das chamadas”.

São também descritas as “questões essenciais a formular à entidade contactante”, bem como é apelado a que, “em situações de suspeita de doença covid-19, o interlocutor deve antecipadamente ser portador” de informações como nome do utente, data de início de sintomas, fatores de risco e história de doença e respostas a perguntas como “onde ocorreu esse contacto?” ou “quem foi o contacto?”, entre outras.

(com agência Lusa)