Crianças da Maia com novos hábitos alimentares

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dia mundial alimentação

As crianças da Maia têm vindo a alterar os seus hábitos alimentares, pelo menos, no que toca ao pequeno almoço. A garantia foi deixada pelo vereador da Educação e Acção Social. Nogueira dos Santos, na passada sexta-feira, durante as comemorações do Dia Mundial da Alimentação. O local escolhido foi a Quinta da Gruta que, ao longo do dia, acolheu cerca de 250 crianças do primeiro ano das escolas básicas do concelho inscritas nos Projectos de Saúde Escolar da edilidade.
Os meninos, divididos por grupos foram experimentando os ateliers à sua disposição, tendo como foco os lanches “saudáveis, económicos e seguros”. Num espaço tiveram a oportunidade de colocar a mão na massa e fazer pão, com a ajuda da AIPAN – Associação dos Industriais de Panificação, Pastelaria e Similares do Norte. A autarquia contou ainda com a colaboração da Faculdade de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa num outros ateliers. Um deles, através de um puzzle explicava aos meninos que tipo de alimentos deviam ingerir ao pequeno almoço e aqueles que não deviam fazer parte da sua alimentação. Por último, falaram ainda de um pequeno almoço seguro e sem bactérias.
De acordo com o vereador da Educação, todos os projectos de saúde escolar que já há uns anos têm vindo a desenvolver têm sido colmatados com as iniciativas de comemoração de dias mundiais. Neste caso, o dia mundial da alimentação tem sido comemorado, anualmente, na Quinta da Gruta. Na sexta-feira aproveitaram também para incrementar o projecto “A minha lancheira”. “O projecto tem a intenção de distribuir uma lancheira para que as famílias possam colocar dentro dela os alimentos “necessários, seguros e económicos” para um lanche saudável para que os miúdos levem para a escola e possam crescer ainda mais sustendo numa alimentação segura”, explica Nogueira dos Santos.
Em relação ao “Pequeno Grande Almoço”, que foi o primeiro projecto da edilidade maiata na área da saúde escolar, o autarca recordou que começaram por fazer inquéritos às famílias e verificaram que há “um crescimento da atitude das famílias em fazer o pequeno almoço em família e em casa”.
No início, recorda, tiveram uma resposta na ordem dos 95 por cento de que as famílias preferencialmente ou não faziam o pequeno almoço ou faziam-no à pressa e sempre fora de casa. Hoje, “notamos e até nos últimos inquéritos já realizados notamos que há uma tendência para que este pequeno grande almoço tenha levado a sua mensagem à família e que os nossos alunos já vêm para a escola, na grande maioria com o pequeno almoço tomado e fundamentalmente em família e em casa”, revela.
Sendo assim, garante Nogueira dos Santos que os maiatos têm vindo, de forma gradual, a alterar os seus hábitos alimentares. Pelo menos, “no que toca ao pequeno almoço”. “O projecto teve essa missão, está a cumpri-la e notamos que esses hábitos alimentares e os hábitos familiares estão a mudar fruto desse projecto”, acrescenta.
Nogueira dos Santos considera ainda que as crianças são o melhor veículo para transmitir algumas noções para o seio da família. E, “naturalmente, “as coisas vão-se modificando para melhor”.

Isabel Fernandes Moreira