Cruz Vermelha ainda sem a Vitória

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Ambulância Vitória
Ambulância Vitória

Desde Fevereiro que a Unidade de Socorro da Maia da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) tem apenas uma ambulância disponível para o serviço de emergência. A outra, baptizada de Vitória, ficou “bastante danificada” na sequência de um acidente e está parada até que haja indicações para a reparar, por parte do seguro.

Esta semana, o presidente da delegação da Maia da CVP recordou a PRIMEIRA MÃO que o acidente da Vitória aconteceu exactamente em serviço de emergência, num cruzamento Agora, estão a “decorrer os trâmites para verificar quem tem responsabilidades”, contou Nogueira dos Santos. Só depois se poderá avançar para a recuperação, de forma a ter a viatura novamente operacional.

Desde essa altura, o serviço de emergência da CVP da Maia está a ser assegurado por apenas uma viatura, mas sem que isso esteja a obrigar a unidade de socorro a rejeitar ou deixar de fazer alguns serviços. O também coordenador da unidade (depois da Cruz Vermelha ter acabado com a figura do comandante) admite “alguma limitação” na prestação dos apoios sanitários. Nestes casos, são assegurados por voluntários apeados ou recorrendo à ambulância que estiver de emergência:

[audio:AMBULANCIA_NOG.mp3]

Aliás, à semelhança do procedimento habitual antes da aquisição da Vitória, há cerca de um ano, “graças à colaboração de mecenas e da Câmara Municipal da Maia, e que veio melhorar a prestação que estávamos a fazer”, reitera Nogueira dos Santos.

Mais do que as viaturas, o presidente e coordenador está preocupado com a limitação de recursos humanos, alertando que “cada vez mais se torna muito difícil a prestação e a disponibilidade dos voluntários”. Actualmente, são cerca de 40 elementos, mas as suas obrigações profissionais reduzem o tempo disponível para a Unidade de Socorro da Maia da CVP. Daí que Nogueira dos Santos esteja a equacionar para este ano a abertura de um novo curso, “recrutando na comunidade voluntários que queiram vir servir a Cruz Vermelha”.

Entre os voluntários, Nogueira dos Santos decidiu nomear quatro sub-coordenadores para a área da emergência médica e pré-hospitalar: um responsável pelo imobilizado; outro que fica a cargo dos horários e recursos humanos; outro responsável pelos apoios sanitários e um quarto elemento encarregue da parte administrativa.

Marta Costa