Cruz Vermelha pretende inaugurar a Unidade de Cuidados Continuados daqui a um ano

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Foto A Santos
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Esta tarde de sexta-feira foi dedicada pelo presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, Francisco George, a mostrar ao presidente da Câmara da Maia, Silva Tiago, e à vereadora da Saúde, Emília Santos, como estão a decorrer os primeiros passos das obras de construção da nova Unidade de Cuidados Continuados, na rua de Timor, em Águas Santas.

O edifício devoluto que se destinava a um lar foi comprado em alvenaria, não se tratou de erguer a empreitada desde os alicerces. A visita decorreu então num edifício que está a sofrer as primeiras alterações, como por exemplo algumas paredes a serem derrubadas para adaptar certos espaços.

Os autarcas, acompanhados pelo presidente da Junta de Águas Santas, Miguel dos Santos, e pelo delegado da Cruz Vermelha local, José Ferreira, ficaram entusiasmados com aquilo que observaram.

A autarquia da Maia dá assim por bem empregue o apoio concedido a esta construção, que Silva Tiago fez questão de sublinhar é algo que a Câmara “costuma emprestar a todas as realizações que são objetivas, seja à Cruz Vermelha, à Misericórdia ou a qualquer IPSS do concelho”.

O apoio que está aprovado até ao momento em reunião de Câmara é de cerca de 600 mil euros, sendo que, entretanto, explicou a vereadora Emília Santos, “surgem outros compromissos futuros, que decorrem dos arranjos exteriores e a eventualidade da aquisição de terrenos na envolvente para a criação de espaço verde e logradouro” para este equipamento.

250 mil euros são concedidos pela Câmara da Maia no apoio à aquisição do imóvel, outros 250 mil são concedidos para apoio das obras e mais 100 mil para ajudar na compra de equipamentos.

Esta ajuda do município foi concedida com a contrapartida de, nas 44 camas que a Unidade contempla, pelo menos três sejam destinadas exclusivamente a utentes residentes na Maia.

Francisco George agradeceu, no final e na presença dos jornalistas, aos órgãos municipais da Maia, em particular ao presidente da Câmara e à vereadora da Saúde pelos apoios concedidos. O dirigente da CVP considerou esta parceria entre autarquia e instituição “um exemplo para outros concelhos”.

A Unidade de Cuidados Continuados “irá libertar camas (na perspetiva da convalescença) dos hospitais com a perspetiva destes ficarem dedicados a doenças agudas. É um passo importante em termos de saúde, mas também em termos económicos e sociais”, sublinhou Francisco George, “pois vamos mobilizar 50 postos de trabalho diretos, para além de algumas dezenas de postos indiretos”.

Questionado sobre o projeto de gestão clínica da unidade, Francisco George referiu que “já está a ser preparado”, explicando que a médica maiata, Ana Lídia Dias, também acompanhou esta visita, dado que “irá ocupar-se dos problemas ligados à gestão por parte da Cruz Vermelha Portuguesa”.

O presidente da Câmara, Silva Tiago, considera que o equipamento é uma grande necessidade que existe no concelho e no distrito, frisando que “não temos nenhuma Unidade de Cuidados Continuados, pelo que iremos fazer tudo para ajudar a Cruz Vermelha a concretizar este projeto”.

De acordo com a CVP o investimento nesta nova unidade de saúde irá ascender a cerca de 4,6 milhões de euros e deverá estar pronta daqui a um ano.

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