A cultura é mais forte que a genética na formação de líderes

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“A genética da liderança” foi o tema da conferência para a qual a Câmara da Maia convidou Sobrinho Simões, considerado o patologista mais influente do mundo, no passado dia 18 de janeiro, pelas 14h30, nos Paços do Concelho. Uma “lição” que agradou à organização e aos muitos presentes.

O certo é que a maioria dos presentes ou até a organização partiu da expetativa de que se poderia atribuir alguma origem genética às caraterísticas de um líder, tendo essa noção sido defraudada pelo professor. Sobrinho Simões esclareceu que a genética não influencia as qualidades humanas de um líder, sendo essas adquiridas através da interação dos nossos mecanismos genéticos com o meio ambiente.

Sobrinho Simões afirmou que “temos entre 19.500 a 20 mil genes, todos temos o mesmo número, embora não se saiba ao certo quantos temos. A verdade é que temos os mesmos genes, mas somos todos diferentes, com feições e compleições físicas distintas. É que a interação com o ambiente pode mudar a nossa compleição física, mas não muda os genes”.

Assim, Sobrinho Simões, conclui que os “genes são passado”. Mas no futuro podemos mudar e ter melhores líderes se tivermos “capacidade de organização e avaliação, e ainda de prestação de contas. E depois se formos exemplares. A liderança faz-se pelo exemplo”.

A conferência foi uma ação integrada na apresentação oficial do Gabinete Maia Go, da Câmara Municipal, uma estrutura que pretende apoiar os empresários e promover a internacionalização das empresas da Maia.

Angélica Santos