D. Mimi comemorou 100 anos

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Maria Isilda Veiga, D. Mimi, como todos lhe chamam no Lar “Aconchego da Rosinha”, em Pedrouços, celebrou, no domingo, a tenra idade de 100 anos. Depois da presença da família na festa de domingo, esta terça-feira, o presidente da Câmara Municipal da Maia, Bragança Fernandes, fez questão de felicitar a senhora e foi ao Lar, onde lhe cantaram novamente os parabéns, na mesma altura em que o lar também comemorou mais um aniversário.

 

Era com a filha, Clementina Gonçalves, que D. Mimi morava antes de ir para o lar. A filha, agora com 62 anos, viu-se a braços com problemas de saúde do marido, da mãe e seus. “Juntei o meu marido operado ao coração e a minha mãe operada ao colo do fémur. Como tenho três hérnias discais vi-me impotente para conciliar duas pessoas e tive que recorrer ao lar”, recorda.

O pai de D. Mimi foi presidente da Câmara Municipal de Penafiel, mas como a mãe queria que as filhas estudassem no Porto acabaram por rumar à Invicta. D. Mimi casou no Porto com um advogado e notário, mais velho 20 anos, e teve cinco filhos. A mais velha tem 71 e a mais nova, Clementina tem 62 anos. Esteve casada durante treze anos, Quando o marido faleceu D. Mimi ficou sozinha com cinco filhos e regressou à casa dos pais.

Bragança Fernandes fez questão de cumprimentar a senhora porque não é vulgar alguém chegar a esta idade. “Mas é interessante e salutar”. E recorda que este é já o terceiro ou quarto aniversário a que assiste de alguém que na Maia completa 100 anos. “É com muito agrado que aceito partilhar estes momentos”, referiu o autarca. À D. Mimi deseja que ainda dure muitos anos e espera para o ano estar novamente no lar a comemorar com ela. “Deus lhe dê muita saúde para que isso aconteça”.

Bragança Fernandes aproveitou ainda para dizer que era sempre “com agrado” que passava pelo referido lar porque vê “sempre” um “bom ambiente, os idosos estão bem tratados e sei também que o lar pretende ser aumentado e que para isso, a proprietária adiantou-lhe que está em negociação com a Segurança Social para aumentar para poente, o que é bom nesta freguesia porque ficamos com mais um lar de apoio aos idosos”.

Desde os 60 anos que tem uma arteriosclerose. Agora, na cadeira de rodas, e com oxigénio, D. Mimi deixa transparecer alguma debilidade. Mas apesar das fragilidades normais relacionadas com a idade avançada, garante Clementina Gonçalves que “está muito bem”. Não fala, mas reage sempre que lhe falam. Não escondendo a felicidade por ver a mãe atingir tal idade, Clementina não poupou elogios à progenitora. “Estou felicíssima. É uma mãe excepcional”, afirmou.

Isabel Fernandes Moreira