Desemprego na Maia em linha ascendente

1
221

O número de inscritos no Centro de Emprego da Maia caiu 1,6 por cento no mês de Junho, face ao anterior, Maio. No último relatório divulgado pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional, a Maia surge com 8436 inscritos no Centro de Emprego, contra 8573 em Abril. Uma redução que está em linha com a variação nacional, que regista uma descida do desemprego de 1,6 por cento relativamente o mês anterior. Números que contrariam o título da notícia, mas referem-se apenas à comparação com o mês passado. Conclui-se que o desemprego está a abrandar de forma lenta.

A situação, quando comparada com o mesmo período do ano passado (Junho de 2009), não é tão animadora. Se agora os desempregados são menos do que no mês anterior, há um ano eram “apenas” 7815, o número registou um acréscimo de 7,9 por cento para os já referidos 8436 inscritos. Representa um aumento, em período homólogo, de 621 inscrições no Centro de Emprego maiato.

Perfil do desempregado maiato

No mês de Junho, estavam inscritos no Centro de Emprego da Maia 3724 homens, contra 4712 mulheres. A maior parte das pessoas à procura de emprego encontra-se inscrita no centro há menos de um ano (4597) contra 3839 que estão numa situação de desemprego de longa duração, há mais de um ano. A procura do primeiro emprego é quase “residual”: apenas 422 dos inscritos estão à procura do primeiro ingresso no mercado de trabalho, ao passo que a esmagadora maioria (8014) está em busca de novo emprego. No nível de ensino, a classe “recordista” é o primeiro ciclo do ensino básico, com 2285 inscrições. Seguem-se, quase com o mesmo número, os detentores do terceiro ciclo do ensino básico e do secundário, com 1801 e 1812 inscrições, respectivamente. O número de inscritos com nível escolar superior é de 814 desempregados, e os que não possuem escolaridade primária são 235.

Panorama nacional

Em Portugal, a taxa de desemprego regista um ligeiro abrandamento. Os dados tornados públicos na quarta-feira pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional mostram que o desemprego recuou 1,6 por cento em relação a Maio, mas aumentou 12,7 por cento em comparação com o mesmo período de 2009. Neste caso, a Maia regista a metade desse aumento. Ainda assim, Portugal distancia-se cada vez mais do aumento de 30,1 por cento verificado em Julho do ano passado. Tendência optimista mas que não serve para tirar conclusões. Recorde-se que em Junho é habitual registar-se um abrandamento no desemprego, com o surgimento de trabalho sazonal nos sectores da hotelaria e turismo.

Pedro Póvoas

1 COMENTÁRIO

  1. É espantoso, quendo se olha para os n´meros de desemprego na Maia e o que se vê me termos de formaçãoefa, neste ano, é cursos ideferidos por falat de fdotação orçamental ou, então indeferimentos baseados em pressupostos surreais. Não se entende o posicionamento do estado português.

Comments are closed.