DGS diz que só 9 das 15 mortes no surto do Grande Porto foram por ‘legionella’

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Graça Freitas_Foto António Cotrim Lusa

A diretora-geral da Saúde (DGS), Graça Freitas, revelou hoje que, das 15 mortes associadas ao surto de ‘legionella’ que no final de 2020 atingiu a região do Grande Porto, só nove foram diretamente atribuídas à doença.

No Parlamento, Graça Freitas afirmou que dos “15 óbitos considerados [no surto], algumas vítimas tinham outras comorbilidades associadas, nomeadamente covid-19, em dois dos casos”.

“Quando se codificou as causas das mortes, foram considerados 88 casos e 9 mortes óbitos atribuíveis à ‘legionella’. Duas mortes foram atribuídas à infeção por SARS Cov2 e as outras a patologias graves avançadas em doentes também com idade avançada”, esclareceu.

A responsável falava numa audição na Comissão de Ambiente, Energia e Ordenamento do Território, no Parlamento, requerida pelo grupo parlamentar do PSD, onde se tentou apurar as causas, procedimentos inspetivos e eventuais responsabilidades do surto.

“Sem deixar de lamentar profundamente os casos e as mortes, este tipo de surto tem uma letalidade associada, e atingindo pessoas de idade avançada, como aconteceu, provoca uma taxa de letalidade elevada”, disse Graça Freitas.