Dia Internacional da Pessoa com Deficiência na EB 2,3 de Pedrouços

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O Grupo de Educação Especial da Escola EB 2,3 de Pedrouços comemorou o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência ao longo de dois dias, quinta e sexta-feira passada.
Foram realizadas várias actividades, entre as quais, uma exposição e venda de materiais produzidos por pessoas com deficiência, ateliers de actividades e projecção audiovisual.
O objectivo é “sensibilizar” as pessoas para a deficiência e promover a “escola inclusiva”, referiu a coordenadora do Grupo de Educação Especial, Carmen Mendes.
Este é o terceiro ano lectivo em que o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência é comemorado, com esta dimensão.

Foram convidadas algumas instituições que trabalham com deficientes, alguns dos quais parceiros do agrupamento de escolas e outras instituições convidadas, como a Cerci Gaia. Uma oportunidade para mostrarem o trabalho que desenvolvem com os seus utentes e, por outro lado, juntar algumas verbas, com a venda de alguns materiais.

As actividades encerraram na noite de sexta-feira, com o 3º Encontro da Escola de Pais do grupo de educação especial, aberto a todos os pais. A escola de pais de crianças especiais “desenvolve reuniões mensais, onde são tratados vários temas, de acordo com aquilo que os pais nos pedem”, explica Carmen Mendes. Há dois anos teve início um “trabalho exaustivo” sobre a sexualidade na deficiência, “porque quer a comunidade de professores, quer os assistentes operacionais, quer as próprias famílias não sabiam como lidar com esta realidade dos alunos da EB 2,3”, conta. “Enquanto são pequenos, este problema não se passa. Chegam ao 2º ciclo e a sexualidade desperta e, então, estávamos a ter grandes dificuldades em lidar com esta problemática, que não é problemática nenhuma, é a realidade”, acrescenta a coordenadora do Grupo de Educação Especial.

E porque estamos perante um agrupamento que aposta na escola inclusiva, muitas vezes, são os próprios alunos ditos “normais” que acabam por ficar surpreendidos com as capacidades dos colegas do ensino especial. Em Formação Cívica, “temos bastantes colegas do ensino regular que não se limitam a trabalhar dentro da turma. Vão para a nossa sala de educação especial e levam consigo todos os outros alunos, para fazerem trabalhos juntamente com os do ensino especial. E eles têm ficado espantados com o que, meninos com tantas dificuldades cognitivas, conseguem fazer”, diz Carmen Mendes.

Ensino especial de confiança

O ensino especial do Agrupamento de Escolas de Pedrouços abrange ainda três escolas e um jardim-de-infância da freguesia de Rio Tinto (escolas da Triana, Santegãos, Boucinha, e JI de Carreiros), e é frequentado por cerca de 80 crianças e jovens com necessidades educativas especiais.

A forma como é trabalhada a inclusão do aluno deficiente, tem levado várias famílias a procurar este grupo de educação especial, inclusive famílias que nem sequer são da zona de abrangência do agrupamento. “Existe uma confiança muito grande por parte das famílias, quando entregam aqui os meninos mais problemáticos”, diz a coordenadora. O agrupamento dispõe de três assistentes operacionais que se dedicam exclusivamente à educação especial, um número que de acordo com Carmen Mendes, “não é normal”.

“Desde que os meninos entram na escola, às oito da manhã, até saírem, está sempre alguém da educação especial a acompanhar, docente ou assistente operacional, que sabem lidar com eles”, salienta a responsável pela educação especial.

Fernanda Alves