Didasan já salvou mais de 15 mil vidas

0
142
Colheita de sangue

“Nestes 14 anos de vivência, já realizamos mais de 5 mil colheitas de sangue. Se uma colheita salva três vidas, nós, comunidade Didasan, já salvamos 15 mil pessoas”, referem Aires Oliveira, presidente da direção, e Manuel Joaquim, tesoureiro da associação.

O ano do arranque da Associação de Dinamizadores para a Dádiva de Sangue (Didasan) na Paróquia de Gueifães foi 2002, altura em que uma pessoa conhecida de Aires Oliveira tentava angariar dadores de sangue para o marido, que se encontrava internado com uma doença grave.

Aires Oliveira tinha experiência como elemento de um grupo de dadores de uma empresa e resolveu ajudar. Depois deste caso, sentiu-se “impelido a desenvolver algo mais abrangente em Gueifães”. Na altura, as colheitas na freguesia eram dinamizadas pela Associação de Dadores de Sangue da Maia e Aires Oliveira formou um grupo ligado à Paróquia, que trabalhava em parceria com a coletividade.

O entusiasmo foi crescendo e o grupo quis começar a trabalhar de uma “forma diferente” e, “não menosprezando o trabalho que era efetuado pela associação, resolvemos tornar-nos independentes”.

De 300 dadores em 2002 a Didasan atingiu um pico de 650

Quando a Didasan começou já tinha, na base de dados, cerca de 300 dadores. Já em 2005, houve cerca de 380 dádivas, houve uma evolução. “A Didasan veio dar um novo impulso, porventura por sermos da comunidade”, referiu Aires Oliveira, que também avançou com um trabalho de maior divulgação junto da população.

“Houve um pico, em 2010, em que tivemos mais de 650 pessoas a tentarem dar sangue, antes do corte das isenções de taxas moderadoras. Com a entrada da Troika no nosso país, houve um quebra de dádivas. Não quer dizer que as pessoas não sejam solidárias, mas penso que se sentiram revoltadas. Temos que ser altruístas e as dádivas são feitas sempre a pensar no próximo. Desde abril deste ano, os dadores passaram a ter os direitos que tinham anteriormente”, considerou Aires Oliveira.

Durante o ano de 2015, a associação contou com a presença de 557 potenciais dadores de sangue, em relação a 2014 (480) teve mais 16%, tendo sido realizadas 439 colheitas, em relação a 2014 (376) houve um aumento de 16,75%.

Mulheres doam mais sangue que os homens

“Na nossa base de dados temos dois terços de mulheres, o que demonstra que as mulheres são muito mais predispostas à solidariedade. E por entre os homens começam a aparecer mais dadores a partir dos 30 anos, a idade a partir da qual têm filhos e sentem mais a responsabilidade social. Os jovens são em menor número do que seria desejável”.
Aires Oliveira explica que as pessoas devem pensar na vantagem preventiva para a Saúde da dádiva, porque o sangue depois de recolhido vai para análise e “depois somos informados se o sangue se encontra ou não em condições”.

Aires Oliveira e Manuel Joaquim

“Veia solidária” no 14º aniversário

No início do mês, o Didasan celebrou o 14º aniversário e realizou uma dádiva de sangue e uma recolha de bens alimentares e roupas para entregar ao Lar Evangélico de Águas Santas, marcando também desta forma “a nossa veia solidária”.

A onda solidária continuou para os dias 17 e 18, com 156 presenças das quais se realizaram 123 colheitas, mais 16 presenças e nove colheitas do que no mesmo mês no ano passado. As dádivas têm vindo a aumentar, felizmente, desde 2014, progressivamente, registam estes dirigentes da Didasan.

Didasan integrada na Rede Social em 2015

Além das ações solidárias, a Didasan realizou, em setembro de 2015, o VI Simpósio Distrital na cripta de Gueifães, em parceria com a FAS – Federação de Associações de Dadores de Sangue. Terá sido este evento a alavanca que faltava para o convite à integração da Didasan na Rede Social do município da Maia. “Foi aprovada por unanimidade a nossa integração, o que é uma mais-valia para nós”, frisou Aires Oliveira.