Doença infecciosa vitima criança de sete anos

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A Autoridade de Saúde do Agrupamento de Centros de Saúde Maia/Valongo está a investigar uma doença infecciosa que provocou recentemente a morte de uma criança de sete anos, ao que tudo indica devido à bactéria Escherichia Coli.

Joana Teixeira morreu no dia 13, depois de ter começado com vómitos e diarreia, sintomas que se agravaram e levaram à sua transferência de Valongo para os cuidados intensivos do Hospital de S. João, no Porto.

Contactada pela Lusa, a delegada de Saúde Regional do Norte, Maria Neto, confirmou na segunda-feira a morte de uma criança “residente na região de saúde do Norte” devido a uma doença infecciosa, de notificação obrigatória, que se adquire, “principalmente, através da ingestão de alimentos ou água contaminados, sendo também possível a transmissão pessoa a pessoa (fecal-oral)”.

Dias depois do caso, foi divulgado por alguns jornais que o problema que conduziu à morte da criança poderia ter sido transmitido pelo animal doméstico, um hamster, que teria transmitido uma bactéria. Entretanto, esta quarta-feira, a Direcção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) esclareceu que não foi essa a causa e que tudo aponta para uma infecção “contraída a partir de uma fonte alimentar”.

A bactéria em causa é a Escherichia Coli, que habita nos intestinos mas que, em caso de crescimento acima do normal, pode causar infeções graves.

A morte desta criança, aluna do Centro Escolar da Gandra, levou na sexta-feira, dia 17, o diretor do Agrupamento de Escolas de Águas Santas, na Maia, a divulgar aos encarregados de educação dos alunos do pré-escolar e do 1º ciclo daquela escola uma série de medidas de proteção, recomendadas pelo ACES Maia/Valongo.

Contactado pela Lusa, o diretor Manuel Ferreira lamentou a morte da aluna e disse desconhecer qual a doença infecciosa em causa, adiantando que, depois de ter recebido uma notificação, na quinta-feira, do Centro Hospitalar São João, pediu esclarecimentos “às entidades competentes”.

O diretor do agrupamento escolar afirmou estar convencido de que “não há motivo para alarme”, estando “tranquilo”, pois a escola está a cumprir os procedimentos recomendados.

A nota informativa da escola que dá conta da morte de uma aluna daquele Centro Escolar, a que a Lusa teve acesso, refere que “as principais medidas de proteção recomendadas são cuidados habituais de higiene pessoal e alimentar, comuns a outras infeções transmitidas pelos alimentos (incluindo a água) e por via fecal-oral”.

Não consumir leite ou seus derivados não pasteurizados, não consumir carne ou peixe mal cozinhados, evitando especialmente os produtos elaborados a partir de carne picada, de que são exemplos os hambúrgueres, almôndegas ou similares, e lavar cuidadosamente a fruta e os vegetais são algumas recomendações expressas.

É também referido que se deve “prevenir a contaminação cruzada, não utilizando, na preparação, os mesmos utensílios para diferentes alimentos”, assim como se deve “separar os alimentos crus dos cozinhados”.

Na nota, que também foi dada a conhecer ao pessoal docente e não docente da escola, o diretor fala ainda no “afastamento do local de trabalho de qualquer manipulador de alimentos que apresente sintomas da doença”, bem como de qualquer aluno, docente ou não docente que apresente também os sintomas, sem, no entanto, especificar quais são.

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