Elisabete Jacinto partilha experiência na EB 2,3 da Maia

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Elisabete Jacinto esteve na semana passada, dia 34 de Abril, na escola EB 2,3 da Maia para falar sobre empreendedorismo. A visita da piloto portuguesa surgiu no âmbito do projecto de valorização arquitectónica “Provar”, que nasceu no presente ano lectivo, com o objectivo de remodelar o espaço escolar que está degradado.

O projecto pretende envolver toda a comunidade escolar, incluindo os habitantes da área envolvente, nomeadamente empresas, entidades, instituições locais ou nacionais, autarquia local, “numa acção com efeitos educacionais, que visa a preparação dos jovens para o mundo do trabalho. Não podemos esperar que a escola faça tudo sozinha. É da nossa responsabilidade transmitir aos alunos uma visão de comunidade, tão fundamental na sua formação, como futuros empreendedores. O aluno deve ser o actor principal da sua própria formação”, explica a escola.

No decorrer deste ano lectivo foram organizadas uma série de actividades. De acordo com a professora Virgínia Machado, já foram visitar uma empresa para ver toda a dinâmica empresarial; também fizeram vendas para angariar verbas para as obras, na semana do pequeno-almoço saudável venderam batidos e iogurtes e ainda pretendem visitar uma padaria. “São tudo actividades par amostrar aos alunos que fora da escola há muitas saídas em termos profissionais”, explica a docente.

Elisabete Jacinto começou por falar da sua experiência no Dakar. Numa prova destinada para homens “de barba rija”, o seu primeiro objectivo era chegar ao fim. “Eu entendi que era uma pessoa com muita vontade de lutar e com grande espírito de sacrifício e queria chegar ao fim”. E foi isso que conseguiu à terceira tentativa.

Depois disso, quis melhorar mas deparou-se com um problema que foi a falta de patrocínios. Até que um dia decidiu colocar um ponto final na sua carreira desportiva. “Eu na realidade não queria deixar mas não tinha condições e um dia tomei a decisão de deixar, vender as motas e voltar a dar aulas”.

Sentiu-se bem com a decisão mas, no minuto seguinte, lembrou-se que poderia fazer o Dakar de camião. Entendeu que uma vez que nenhuma mulher o tinha feito, talvez fosse mais fácil conseguir patrocínios. Certo é que “tirei a carta de pesados em Outubro, em Janeiro estava a fazer o Dakar de camião”, recorda.

A piloto preferiu respondeu às questões e curiosidades e apontou os ingredientes necessários para o sucesso que passam pela dedicação e pelo trabalho. “Não se consegue nunca brilhar na vida se a gente não trabalhar, não se empenhar nas coisas e esse é o segredo do sucesso”, confessa.