Empresa maiata constrói contentores inteligentes

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Sopsa produz contentores inteligentes
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É sediada na Maia a empresa que desenvolve soluções inovadoras para a recolha de resíduos urbanos. Ainda é só uma solução experimental, mas a Sopsa já está a produzir contentores de resíduos urbanos de última geração: apenas abrem com a passagem de um cartão que cada família terá e que possibilitará que se pague pelo lixo produzido e não com base nas tarifas pré-estabelecidas pelas autarquias.

No âmbito comunitário estão a ser desenvolvidos esforços para legislar no sentido de pôr os consumidores a pagar apenas pelos resíduos produzidos. Assim, a empresa da Maia concebeu contentores que permitem medir a quantidade de resíduos depositados, só autorizando um máximo de 90 litros de cada vez, no respeito pelas diretivas que estão a ser desenhadas.

Testes em França

A informação da quantidade, associada ao respetivo cartão, é enviada a uma central, que fará a tarifação correta. Um dos contentores já está a ser testado em França e a empresa espera estar, no próximo ano, também numa cidade portuguesa.

Os contentores em causa são modelos enterrados e estão a ser pensados para as cidades inteligentes do futuro, compatíveis com sistemas em rede, que permitem o controlo do acesso, a monitorização do nível de enchimento e a otimização do processo de recolha.

A inovação foi uma das saídas encontradas pela empresa, a par da internacionalização e da criação de uma nova marca, a Lasso, para dar a volta aos anos difíceis da troika. No plano externo, a empresa chegou ao mercado francês, em 2015, ao Canadá, este ano, e estão em fase de conclusão negócios com Marrocos, Argélia, Holanda, Polónia e Chile.

“E o resultado tem sido positivo”, afirmou Pedro Costa Martins, CEO da Sopsa, ao Diário de Notícias, apontando números de 2015 que atestam o crescimento: as vendas subiram 7,5% para um volume de negócios de 2,7 milhões de euros.

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