Escola EB 2,3 da Maia distinguida na 1ª edição do Energia Com Vida

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Chegou ao fim a primeira edição do projecto Energia Com Vida. O evento final decorreu no passado dia 2 de Junho, no Porto. A Escola EB 2,3 da Maia foi um dos 10 estabelecimentos de ensino distinguidos.
Energia Com Vida é uma iniciativa da EDP Gás dirigida aos alunos das escolas do 2º e 3º ciclo do ensino básico, públicas e privadas dos distritos do Porto, Braga e Viana do Castelo. E que teve como objectivo, formar equipas dentro das escolas com a finalidade de criarem projectos de apoio ao desenvolvimento humano nas comunidades.

O desafio foi lançado no início do ano lectivo, e contou com a participação de mais de 50 escolas solidárias que formaram quase 90 equipas.
“Apuraram as necessidades das suas áreas de proximidade, procuraram recursos e implementaram plano de intervenção, isto é… agiram!”, refere a nota de imprensa do Energia Com Vida.

Neste projecto, para além da escola EB 2,3 da Maia, estavam inscritas as escolas EB 2,3 de Nogueira e a Secundária do Castelo da Maia. Estas duas últimas acabaram por não chegar à fase de qualificação, “porque não entregaram dentro do prazo as fichas de resultado”. Foram qualificadas apenas 20 escolas de todos os distritos abrangidos pelo projecto, mas só 10 foram distinguidas.
As equipas da escola EB 2,3 da Maia ajudaram os alunos carenciados com géneros alimentares, produtos de higiene, limpeza e vestuário. Realizou actividades de apoio a instituições ligadas a crianças com deficiência e cujos donativos de 1500 euros reverteram para a associação “Criança diferente” e para os alunos da unidade de ensino estruturado autismo / multideficiência existente no agrupamento. Foram realizadas ainda iniciativas em instituições de apoio à população sénior.

Um trabalho que foi desenvolvido pelos alunos de quatro turmas, que formaram quatro equipas: “Os 21 Solidários”, “Todos por uma causa”, “Vamos oferecer sorrisos” e “Vidas ao contrário”. Irene Tiago foi a professora responsável pela coordenação dos projectos de cada uma das equipas. A PRIMEIRA MÃO dá conta do “agrado” e “orgulho” sentido pela atribuição da distinção.
Cada aluno recebeu uma medalha, um troféu e um diploma de participação.
Já a pensar numa segunda edição, a EDP Gás faz um balanço positivo desta primeira edição do Energia Com Vida. “Nem todas as escolas conseguiram chegar até ao fim, mas todas merecem ser mencionadas. Este projecto é um caminho. A motivação, os recursos, vão-se afinando para futuras melhorias, o balanço é sempre positivo”.

O trabalho das equipas

As equipas foram constituídas depois de apuradas as necessidades da população mais próxima, “e depois, de acordo com a vontade dos alunos e dos professores, foram-se direccionando”, explica Irene Tiago.
Surgiu então a primeira equipa do 9º D, “Todos por uma causa”, que começou pela criação de um cabaz solidário destinado a ajudar os alunos mais carenciados. “Entregamos uma média de 12 cabazes por mês”, revela. Os alunos eram convidados a trazer para a aula de Formação Cívica “o que pudessem”, como bens alimentares, roupas, livros, brinquedos.

Do 9º C nasceu “Os 21 Solidários” que se voltaram para a população sénior. Escolheram visitar os utentes do Lar de Santo António em Gueifães e levar-lhes um pouco da sua “vivacidade”. “Reescreveram a Branca de Neve e os Sete Anões e apresentaram a peça no Lar de Santo António e fizeram umas prendas em Área de Projecto”, revela a coordenadora. Uma turma do 6º ano avançou com “Vamos oferecer sorrisos”, recolhendo brinquedos que foram entregues à Causa da Criança, no Dia Mundial da Criança.
A equipa “Vidas ao Contrário” foi constituída por alunos do 9º G, e estava vocacionada para o convívio com a diferença. Trabalharam ao longo do ano para angariar fundos e partilhar algum do seu tempo com os utentes da Criança Diferente, em Milheirós. “Passamos uma tarde na quinta pedagógica, em que os alunos limparam os estábulos, arranjaram uma parte do jardim, fizemos a plantação de feijão, e fizemos uma vernisage em que foi feito um leilão de quadros para angariação de fundos para a Criança Diferente e para as necessidades educativas especiais do agrupamento”, explica Irene Tiago.

A continuidade é ponto assente, tendo em conta que os contactos e parcerias com as instituições do concelho estão realizados e há já protocolos estabelecidos, com a Criança Diferente e com o Lar de Santo António.
Incutir o espírito de solidariedade e voluntariado nos jovens, sobretudo naqueles que estão no 9º ano, já a caminho dos 16 anos, idade em que de acordo com a lei, já podem ser voluntários, foi um dos principais objectivos dos professores que propuseram este desafio na escola EB 2, 3 da Maia. Para além de Irene Tiago, o projecto contou ainda com o envolvimento dos professores Márcia Pinto, Pedro Martins, Luísa Barreto e Virgínia Machado.

Fernanda Alves