Estudo monográfico de Manuel Correia publicado

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A Quinta da Caverneira foi o local escolhido para a apresentação do estudo monográfico da autoria do falecido presidente da Junta de Freguesia de Águas Santas, Manuel Correia. Foi integrada numa homenagem que a junta de freguesia organizou, que começou com uma romagem ao cemitério, e que contou com a presença da família e amigos, de grande parte dos autarcas do concelho da Maia, do presidente da Câmara Municipal, Bragança Fernandes, do presidente da Assembleia Municipal, Luciano Gomes e do Governador Civil do Porto, Agostinho Gonçalves.

 

Na sua primeira intervenção pública, António Teixeira tinha afirmado que gostaria de, numa homenagem ao presidente que se viu obrigado a substituir, lançar o livro que Manuel Correia preparava sobre “a sua Águas Santas”. Nove meses depois sente-se satisfeito por ter dado esse passo. “Tentamos que fosse mais cedo, tínhamos apontado para meados de Junho, porque a 26 e Junho Águas Santas passou a Vila, mas completar uma obra desta envergadura foi difícil e só agora é que o conseguimos”, justificou.

Só lamenta é que a outra obra que Manuel Correia gostaria de ver concluída, ainda não seja desta. António Teixeira falava do Centro Cívico de Águas Santas. Durante a sua intervenção, justificando a escolha do local para o lançamento, não deixou de fazer referência ao assunto. “A não acontecer no centro cívico, só poderia ser aqui, na Quinta da Caverneira”.

Manuel Correia já tinha elaborado cinco capítulos, mas para a obra ter um volume maior, foi necessário compilar alguns textos também da sua autoria. “E acho que é uma obra digna de ser apresentada”. Coube ao Chefe do Departamento de História e Património da Câmara Municipal, Maia Marques, a apresentação deste estudo monográfico, um documento que, diz, foi publicado devido ao seu mérito e que “poderá inaugurar um ciclo de monografias a serem lançadas”. O especialista afirma que apenas foram feitas algumas correcções “ligeiras”, que inclusive já tinham sido pesquisadas pelo próprio autor.

Para a capa da publicação foi escolhido tecido, em tom azul, “parecido com o azul da freguesia”, que apesar de escuro foge do azul-marinho.

Uma cor que o actual presidente diz ter sido escolhido a pensar no autarca falecido. “O presidente Manuel Correia era um homem muito refinado e penso que esta cor se enquadrava perfeitamente nos seus gostos. Procuramos que fosse tudo como se ele estivesse connosco”.

Homenagear o homem e o amigo. Neste caso, foi também um autarca considerado de referência mesmo por aqueles que não partilhavam da sua cor política. Foram assim as intervenções que foram feitas durante o lançamento do estudo monográfico.

No cheio auditório da Quinta da Caverneira era notório o momento de solenidade. Recordava-se um homem que para cada um dos presentes tinha um significado. O Governador Civil do Porto agradeceu a justeza da homenagem a um homem “bom, justo, dedicado à freguesia, que gostava de ajudar os seus concidadãos”.

Já o presidente da Assembleia Municipal deu o testemunho também enquanto amigo, numa relação de “30 anos”. “Conheci muitos autarcas., mas conheci um homem que levava a sua vida pessoal com seriedade e com espírito de sacrifício, um homem que trabalhava com alegria”.

Memórias de “um grande e bom amigo” também guarda o presidente da Câmara, que chegou a jogar andebol, ainda na adolescência com Manuel Correia. “Trabalhamos juntos e será sempre uma referência de amizade que recordo com sentida saudade. Um homem com uma cultura acima da média, acima de tudo um humanista”.

Isabel Fernandes Moreira