Excesso de barulho colocou ponto final em festa no Ismai

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Terminou mal e mais cedo a festa de encerramento do ano lectivo no Instituto Superior da Maia. A Associação de Estudantes pediu uma licença de ruído à Câmara Municipal da Maia para a realização de uma festa nos dias 25, 26 e 27 de Junho. No entanto, a licença acabou por ser caçada pela GNR por incumprimento, ou seja, excesso de barulho.

A denúncia chegou a PRIMEIRA MÃO, durante a madrugada de quinta-feira. Eram 03h00 quando Pedro Rebelo enviou um e-mail dizendo estar ainda acordado “devido a uma licença atribuída ao Ismai para a realização de uma festa que segundo a GNR da Maia, para a qual acabei de ligar, irá durar até as 6h00 manhã e se prolongará durante os próximos três dias, tenho a música dentro de casa como se estivesse na festa propriamente dita”.

No mesmo -email, Pedro Rebelo recorda ainda à Câmara da Maia que as pessoas que tiravam partido da dita festa, “não serão as pessoas que irão votar nas próximas eleições”. “Esses são aqueles que querem descansar, para amanhã poderem ir trabalhar e não podem devido ao barulho”.

O mesmo morador lamentava ainda o facto de a licença ter sido atribuída para os três dias e pedia “vergonha”.

Logo na primeira noite, foram algumas as queixas junto das autoridades. Na sexta-feira da semana passada, os moradores contactados por PRIMEIRA MÃO também se queixaram da música alta e dos excessos cometidos porque quem sofre são mesmo os habitantes de São Pedro de Avioso. Os residentes da Rua Vilarinho de Baixo não pregaram o olho durante a noite. Paredes-meias com a festa vive Maria Júlia que garante ter sido surpreendida pelo barulho durante a noite. “Ruídos acima do aceitável”.

Contactada a Polícia Municipal, o seu responsável, Augusto Monteiro, contou que de facto a Associação de Estudantes do Ismai pediu a licença, que ficou pronta no dia 23 de Junho. No entanto, não a foi levantar e na quinta-feira, primeiro dia de festa, esteve a funcionar sem ela. Face às reclamações, foram levantá-la na sexta-feira de manhã e garantiram à autarquia que iriam cumprir o horário estipulado na licença, ou seja, festa até às 02h00. No entanto, a GNR da Maia acabou por ter que ir ao local por violação da lei, caçou a licença e apresentou uma participação ao Ministério Público por “desobediência”.

De acordo com o mesmo responsável, no sábado, a Polícia Municipal notificou o presidente da Associação de Estudantes de que a licença tinha sido caçada e que a haver festa esta seria ilegal. A verdade é que a festa acabou por ser realizar “e a GNR garantiu fazer nova notificação”.

Os responsáveis pelo Ismai não quiseram prestar qualquer declaração, apenas referiram que a actividade estava autorizada pela Câmara Municipal e não viola a lei.

Isabel Fernandes Moreira

1 COMENTÁRIO

  1. è mentira que se tenha realizado no sabado visto a organização ter cancelado a mesma durante o dia de sabado e ter avisado toda a gente desse facto

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