Falso peditório na Vila do Castelo

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Os elementos do movimento “Um Dia Pela Vida” da Liga Portuguesa Contra o Cancro foi alertada para a existência de um falso peditório, a favor desta organização, na zona do Castelo da Maia. Uma situação que, de acordo com o coordenador da campanha na Maia, não corresponde à realidade. A PRIMEIRA MÃO, Jaime Gonçalves garantiu que não há qualquer peditório. “Constou-se na nossa sede que alguém se estava a passar por representante do movimento, e que até teria tido acesso a um dos crachás que são disponibilizados às equipas, fazendo-se passar por elemento da Liga e que está a pedir dinheiro, quando o movimento não tem nada a ver com um peditório. É mais um espírito de partilha, nós não pedimos nada sem dar algo em troca, seja uma fita ou um boné”.

O coordenador esclarece que um dos objectivos do movimento é também a angariação de fundos, que acontecem somente em “momentos oportunos”, através das actividades promovidas pelas mais de 30 equipas que foram constituídas no concelho da Maia. Espectáculos de música, dança, caminhadas e jogos de futebol, são alguns exemplos de iniciativas que tinham como objectivo a angariação de verbas para o combate ao cancro. Quando estão envolvidos donativos oferecidos de livre vontade, a comissão local passa um recibo provisório, que depois será efectivado pela Liga Portuguesa Contra o Cancro.

Ao que tudo indica, trata-se de uma senhora que se apresenta como membro do movimento “Um Dia Pela Vida”, que anda a enganar as pessoas, pedindo donativos para a campanha. Um procedimento que os organizadores consideram reprovável.
“Um Dia Pela Vida” não é um peditório, garantem. “É um projecto que visa melhorar a atitude perante o cancro, ter atenção aos sinais e participar nos rastreios e só em terceiro lugar angariar fundos, sempre com o espírito de dar e receber”.

Para já, ainda não foi apresentada qualquer queixa-crime nas autoridades. “Difundimos a todos os capitães das equipas, através da internet, para estarem atentos a qualquer extravio de crachás, para que não sejam abusivamente utilizadas”, informou Jaime Gonçalves, que diz ainda não ter conhecimento de pessoas lesadas.

Fernanda Alves