Falta de médicos em Milheirós sem fim à vista

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Médico - imagem DR
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A resposta do governo à pergunta colocada, em fevereiro, pela bancada parlamentar do PCP acerca da falta de médicos na Extensão de Saúde de Milheirós, já foi transmitida ao município da Maia. A vereadora eleita pela CDU, Ana Virgínia Pereira, informou os colegas do executivo sobre o teor do documento, na última reunião de Câmara, a 18 de abril.

Já durante a governação do anterior executivo de coligação PSD/CDS, o PCP tinha questionado o Ministério da Saúde por causa da falta de profissionais médicos, o que levou a que esta unidade fechasse temporariamente e obrigasse os utentes a deslocar-se ao Centro de Saúde da Maia.

De acordo com as informações, na altura fornecidas ao Grupo Parlamentar do PCP, esta
Extensão de Saúde funcionava com duas médicas, sendo que uma delas se havia
reformado e a outra tinha entrado em baixa. “A ausência das duas médicas que asseguravam o funcionamento desta unidade de saúde conduziu ao seu encerramento, deixando utentes sem a necessária e justa resposta de proximidade”, pode ler-se no requerimento do PCP.

O PCP questionou o governo socialista no passado mês de fevereiro, considerando que “a Extensão de Saúde de Milheirós continua a funcionar de forma intermitente” e que “só existindo uma médica ao serviço, a sua possível ausência significa o encerramento desta unidade”.

Não há necessidade

O PCP perguntou se o governo tem conhecimento deste problema, se já estão contratados novos médicos para a Extensão de Saúde de Milheirós e para quando a sua colocação.

Na resposta, o governo refere que “não se antevê necessidade de mais profissionais para essa unidade”. E justifica esta análise com o facto de existir “uma proposta de candidatura para uma USF integrando os quatro médicos, de ambos os polos [Milheirós e Nogueira], para dar cobertura aos 5.481 utentes” destas duas unidades, inseridos na Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP).

A resposta do governo acrescenta ainda que dos dois polos, pertencem ao de Milheirós, um total de 2.849 utentes, entregues a dois médicos, “um dos quais com incapacidade temporária para o trabalho”. O mesmo é dizer que estes doentes apenas têm um médico, sendo que, refere o documento, “a população que está temporariamente privada do seu médico, tem como oferta 16 horas em consulta de recurso”.

O executivo da Maia considerou a resposta da administração central muito vaga e que pouco acrescenta à promessa que vem do anterior governo acerca de uma nova USF (Unidade de Saúde Familiar).

António Tiago, vice-presidente da Câmara da Maia, afirmou ao Primeira Mão que muitos utentes de Milheirós ainda têm que recorrer às unidades de Gueifães e centro da Maia. Por outro lado, o autarca revelou que tinha a promessa desde a última reunião que manteve com o presidente da ARS (Administração Regional de Saúde) do Norte, em outubro do ano passado, de que “até maio deste ano iriam ser abertos concurso para contratar novos médicos e reforçar a equipa”. António Tiago vai marcar outra reunião com o novo presidente da ARS Norte para questionar como está esse processo e também o andamento da instalação de uma USF para “averiguar se, por uma via ou por outra, a solução é atingida”, frisou.

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