Fatura da água agravada em 10% em 2017

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Tarifa da água na Maia em 2017
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Em 2017 os maiatos vão pagar a água de consumo público ao mesmo preço, mas a fatura que recebem em suas casas vai aumentar, dado que o tarifário aplicado ao saneamento de águas residuais vai sofrer um agravamento de 10%. Uma medida a exemplo da que foi tomada no ano passado.

Assim, o que irá agravar a fatura dos munícipes será o preço a cobrar nas duas componentes do preço de recolha, drenagem e tratamento de águas residuais, que se divide em componente K (a componente fixa deste tarifário) e em componente T (valor variável de acordo com o tipo de consumidor).

O valor fixo passa de 1,18€ mensais para 1,30 mensais. Já o valor variável vai passar de 0,50€ para 0, 55€ nos consumidores domésticos e de 0,99€ para 1, 09€ para o comércio/indústria (como se pode verificar no quadro).

PS absteve-se

A medida já foi aprovada por maioria na Câmara Municipal da Maia e foi submetida e passou na Assembleia Municipal, ambas realizadas em dezembro.

No entanto, na reunião do executivo, os vereadores do PS abstiveram-se na aprovação deste ponto, referindo na declaração de voto que os serviços municipalizados não apontaram argumentos suficientes e razoáveis para a tomada de decisão e sublinhando que “o peso da fatura da água é já elevado para os maiatos, sendo inclusive dos mais onerosos da Área Metropolitana do Porto, quer na componente estrita de consumo de água, quer na componente de saneamento de águas residuais”.

Por outro lado, os socialistas afirmam que “face ao desempenho financeiro dos Serviços Municipalizados e do próprio Município não é entendível o aumento de 10% dos preços na componente de saneamento de águas residuais”. E justificam: “é incompreensível esta proposta de aumento quando comparado o preço com outros municípios, sendo de destacar, por exemplo, as diferenças assinaláveis, para uma família com um consumo médio de 14m3 de água por mês, de menos 12,5% no Porto e de menos 13,7% em Matosinhos. Se avaliarmos uma família com um consumo médio de 5m3, onde podemos encontrar grupos com menor rendimento, a diferença é ainda mais acentuada, registando-se valores médios inferiores de 20% em outros municípios”.

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