Feira de Pedras Rubras em processo de remodelação

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foto Primeira Mão
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A feira semanal de Pedras Rubras, que se realiza desde sempre na Praça do Exército Libertador, passou de forma temporária para a Avenida Dr. Andrade Dias, localizada a poucos metros do local. O motivo desta deslocação é a reabilitação de todo o espaço mercantil.

Esta quinta-feira, dia 8, a feira reabriu com todos os vendedores, numa fase de desconfinamento, embora cumprindo com todas as regras de higiene e segurança, impostas pela pandemia em que vivemos.

O Primeira Mão foi ao local para perceber como regressava esta feira a alguma normalidade…

O desconfinamento na Feira de Pedras Rubras foi acompanhado de perto pelo presidente da Junta de Moreira, Carlos Moreira, e pelo vereador da Economia da Câmara Municipal da Maia, Paulo Ramalho.

Um regresso num espaço diferente. “O espaço habitual da feira vai ser todo remodelado. Vai manter-se como feira, mas também vai adquirir outras valências. Será um espaço liberto para ações da cultura e lazer, onde as pessoas possam caminhar, sentar e até ler. É uma obra grande e vai demorar bastantes meses”, explicou Paulo Ramalho à nossa reportagem.

Segundo o vereador, a intervenção terá início dentro de 3 semanas e vai tornar-se numa “mais-valia não só para a freguesia de Moreira, mas sobretudo, para a população”. A restauração da feira de Pedras Rubras “é a concretização de uma ambição que os moreirenses tinham há muitos anos”.

O vereador admite que numa fase inicial “estava um pouco preocupado com a situação dos operadores e dos clientes”. Contudo, “já dei os parabéns ao presidente da junta, Carlos Moreira, e ao seu executivo, porque de facto a feira está muito bem organizada. Tenho vindo a ouvir não só pelos operadores, mas também pelos consumidores, que estão muito satisfeitos”.

“A mudança traz curiosidade e as pessoas foram atraídas por isso”

Os vendedores de bens não alimentares viram-se obrigados a suspender a atividade, mas esta quinta-feira, dia 8 de abril, puderam retornar à feira de Pedras Rubras, que agora se realiza a poucos metros do local original. O recomeço é encarado “com alegria e expectativa de melhoria” contou-nos uma vendedora de calçado. Nesse sentido, tentamos perceber como foi feita a adaptação ao novo espaço de venda.

Alguns comerciantes mencionaram que, “de certa forma, a mudança foi melhor, porque as pessoas percorrem a feira toda pelo facto de ser uma rua” e que esta deslocação se traduziu numa “novidade para os operadores e para os clientes”.

Um dos vendedores de roupa explicou que “para primeira feira até nem estou triste, porque vejo muita gente. A mudança traz sempre curiosidade e as pessoas foram atraídas por isso”.

Mas se para alguns a novidade trouxe alegria, para outros “foi um constrangimento, porque estávamos habituados ao nosso lugar e agora há quem tenha ficado sem espaço”, como nos explica uma das feirantes.

Para somar a este desagrado, outros vendedores também referiram que “a feira em si está muito boa, mas não temos espaço para pendurar os toldes”.

As opiniões dividiram-se e embora alguns afirmem de início achavam “que ia ser mais complicado” mudaram de opinião, acreditando estar “no bom caminho”. Uma vendedora de pijamas referiu até que “com ajustes e a boa vontade de todos consegue-se suportar” as dificuldades.

Junta isentou feirantes de taxas durante 6 meses

Também o presidente da junta de freguesia de Moreira da Maia, Carlos Moreira, explicou que foram concedidos alguns apoios para compensar os prejuízos da pandemia, como por exemplo, a isenção de taxas cobradas para permanência na feira: “temos feito uma isenção de 6 meses, porque eles estiveram este período todo parados e é uma forma de ajudar todos os vendedores nestes tempos difíceis”.

“Os apoios do governo não chegaram para nada”

Do lado dos feirantes observamos que o tempo de encerramento foi complicado. “Os apoios do governo não chegaram para nada”, comenta um vendedor de têxteis lar, explicando que “tínhamos de pagar as contas na mesma, finanças e segurança social”. No entanto, outro comerciante afirma ter-se candidatado aos apoios anunciados “logo no primeiro confinamento” e que, efetivamente, teve direito a eles, “portanto já foi uma ajuda”.

Ao percorrer a avenida, conseguimos perceber que os primeiros meses do ano se traduziram num período de prejuízo. Para muitos, foram meses “bastante difíceis”. Mas ainda assim, alguns feirantes conseguiram arranjar alternativas para as vendas. “Consegui talvez cerca de 30% das vendas online. Já considerei muito bom tendo em conta que, no ano passado, quando começou o primeiro confinamento, fiquei um mês e meio parado sem fazer nada”, afirma um dos comerciantes. Apesar de não traduzirem “valores que consigam suportar o total das despesas” alguns vendedores explicaram que as vendas online “ajudaram a minimizar os estragos”.

Apesar da grande afluência ao local, as medidas de segurança impostas pela DGS estavam a ser cumpridas. Todos os feirantes tinham álcool em gel para a desinfeção das mãos e a regra era igual para todos: “evitar tocar nos produtos”, referiu Carlos Moreira, presidente da Junta de Freguesia de Moreira da Maia.

As quintas-feiras voltaram a ser de Feira em Pedras Rubras. E a primeira do desconfinamento realizou-se num dia de sol e com muita adesão da comunidade.

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