Fernando Nobre apresenta livro na Maia

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O presidente da Assistência Médica Internacional (AMI), Fernando Nobre, apresentou, na terça-feira, na Junta de Freguesia de Vermoim, o seu livro “Humanidade”. Um livro que mostra a sua visão do mundo e também do próprio país. “Visão que resulta de um calcorrear do nosso planeta durante 31 anos e que me permitiu tirar esta ‘fotografia’”, assume.
Numa conferência, seguida de sessão de autógrafos, perante uma plateia reduzida e que contou com a presença do presidente da Junta, Aloísio Nogueira, o também candidato às eleições presidenciais do próximo ano, traçou as linhas gerais deste seu livro que aponta 12 grandes desafios, “ou ameaças” e as esperanças que vê na humanidade. “Porque há grandes desafios que temos de enfrentar com determinação e coragem”, sublinha.

De acordo com Fernando Nobre, a maior esperança reside “numa cidadania activa, participativa, exigente e interpelativa”. Outras esperanças, acrescenta, passam por “uma governação ética e responsável que nos dê exemplos de moralidade”, por uma “economia cidadã que não se baseie exclusivamente no lucro e na especulação, mas que tenha em mente que a economia só serve ”se criar riqueza e que essa riqueza possa ser redistribuída da melhor maneira por todos”.

Em 31 anos de trabalho de campo, o presidente da AMI afirma que o que mais o marcou foram as tragédias que envolvem crianças e idosos porque são elos fracos. “Isso é o que me toca imenso e o que mais me tem sensibilizado”. Marcou-o também aquilo a que chama de “indiferença assassina perante o outro”. “Se nós seres humanos olharmos para os nossos semelhantes como nossos iguais e se entendermos bem a palavra ‘amor’ talvez pudéssemos ter evitado imensas tragédias por esse planeta fora”, acredita.

Os fundos angariados através da venda do livro “Humanidade”, que já vai na segunda edição, revertem a favor da AMI – Assistência Médica Internacional. Fernando Nobre afirma que a obra tem tido muita saída e que as pessoas gostam. “Pelo menos são os testemunhos que eu tenho tido”. “Acho que é um livro que interpela as consciências, é mais um grito como os outros que eu tenho dado”. E chama-lhe mesmo “um testamento “antes do tempo” que fica para que os filhos, os netos e os bisnetos fiquem a saber aquilo que pensa do mundo e que escreveu porque sentia necessidade.

Nesta passagem pela Maia, Fernando Nobre não deixou de lado a sua condição de candidato presidencial e garantiu não se preocupar com as críticas daqueles que dizem que se trata de uma candidatura marginal e que ele não conhece o país porque anda sempre fora. A quem o critica apenas informa que faz cerca de “50 mil quilómetros por ano a percorrer o país”. Mais, “pergunto-me se há muitos cidadãos portugueses que abriram 14 centros sociais no país em 14 anos. Eu percorro o país de lés a lés e conheço o meu país e socialmente conheço muito bem”, garante.

Fernando Nobre acredita que está a “incomodar” e nem que seja só por isso considera que “já é positivo”. O futuro, “a Deus pertence”.
O mandatário nacional de Fernando Nobre deverá ser apresentado este mês e, em princípio no Norte do país. Não aponta o nome apenas refere que já o tem e “vai surpreender muita gente”.

Isabel Fernandes Moreira