Festas do concelho da Maia em Honra de Nossa Senhora do Bom Despacho coroadas de êxito

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Pese embora as dificuldades decorrentes da conjuntura social, económica e financeira, a Comissão de Festas, liderada por Joaquim Alberto Marques, com o imprescindível apoio, financeiro e logístico, da Câmara Municipal da Maia, protagonizado pela pessoa do seu presidente, Bragança Fernandes, logrou averbar um significativo êxito em todo o programa das festas do concelho em Honra de Nossa Senhora do Bom Despacho.

A tradição de mais de trezentos anos cumpriu-se de novo, e a secular procissão voltou a sair às ruas da cidade, mais majestosa e imponente do que nunca, contando com um número impressionante de andores, mais de vinte, na sua maioria com imagens da Virgem Maria, enviadas à procissão por quase todas as paróquias da Vigararia da Maia. De sublinhar que esta extraordinária manifestação pública de Fé, por parte dos maiatos e romeiros que chegaram de todo o lado, contou com a presença de D. Carlos Ximenes Belo, Bispo imérito de Díli (Timor Leste), que já havia presidido à Missa Solene celebrada no Santuário da senhora do Bom Despacho, na manhã do mesmo dia.

Procissao

Integraram a procissão, o Presidente da câmara, Bragança Fernandes e o Vice-Presidente, Silva Tiago, outros vereadores, presidentes de junta e forças vivas da comunidade concelhia que também já tinham assinalado a sua presença na Missa Solene.

Nas ruas, a procissão foi ladeada por milhares e milhares de crentes que aguardaram pacientemente a passagem do andor de Nossa Senhora do Bom Despacho. Foi sem dúvida, a meu ver, o momento mais profundo das festas de 2012 que inundou o coração de uma imensidão de fiéis, em cujos rostos era visível uma certa comoção.

Tive a alegria de poder participar na procissão e devo confessar que ao longo do percurso, além da meditação que intimamente fui fazendo, me senti irmanado com todas aquelas almas, na partilha de uma crença comum, a nossa Fé e a devoção à Senhora do Bom Despacho.

No que se refere à programação dos eventos de carácter cultural, social e de puro entretenimento, podemos concluir que houve engenho e arte, por parte da Comissão de Festas e da Autarquia, para manter a cidade animada e proporcionar à população, uma certa evasão tão importante para a coesão social da comunidade, num tempo em que as dificuldades tendem para deprimir socialmente.

Para que este desiderato tivesse sido alcançado, foi preciso que as duas entidades envolvidas na produção e realização das festas, nomeadamente a Comissão de Festas da Paróquia da Maia e a Câmara Municipal da Maia, encetassem esforços conjuntos, numa coordenação muito eficiente que envolveu dezenas de funcionários municipais e, igualmente, voluntários que na Comissão, tudo fizeram para que fosse possível obter o êxito alcançado.

Além do sucesso que foi o primeiro Festival de Tunas da Maia que teve como palco a praça do Município e de muitas outras iniciativas de animação das ruas, o espectáculo que encabeçou o cartaz das festas, com Micael Carreira foi, inequivocamente, um acontecimento fenomenal, face ao mar de gente que inundou a cidade, na noite derradeira do programa das festas, segunda-feira e feriado municipal. A enchente foi de tal modo impressionante que a PSP teve sérias dificuldades em controlar o trânsito na via norte, devido às largas centenas de automóveis que foram estacionados em ambas as bermas, por já não encontrarem mais nenhuma alternativa disponível na cidade, para aparcarem os veículos.

Não posso deixar de referir que quando passei junto ao local do concerto, nessa manhã, havia já algumas dezenas de pessoas ali acampadas, a marcar lugar para ter uma vista privilegiada do espectáculo.

Por seu lado, o Pelouro da Cultura da Câmara Municipal da Maia teve a seu cargo dois relevantes eventos que muito enriqueceram a oferta cultural das festas, refiro-me obviamente às já tradicionais feiras, a de Artesanato e a do Livro que além de proporcionarem às famílias agradáveis passeios e visitas, dispunham de uma programação local própria que atraiu sempre muita gente aos locais onde estavam sediadas.

Muito mais haveria certamente para sublinhar nesta crónica das festas de 2012, mas seria um exercício de tal modo extenso que se tornaria fastidioso, obrigando a referir as participações de seculares instituições artísticas do concelho, como são por exemplo, a Banda Marcial de Gueifães e a Banda de Música de Moreira, os grupos de folclore da Maia, enfim, uma interminável lista de eventos e participações que muito engrandecem as nossas Festas do concelho da Maia, em Honra de Nossa Senhora do Bom Despacho, a Padroeira da grande Terra da Maia.

Victor Dias